Entenda por que o estilo Tiago Nunes pode beneficiar Jô no Corinthians

Alexandre Guariglia
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Da última vez em que Jô atuou pelo Corinthians, na temporada 2017, o time era dirigido por Fábio Carille, que dava continuidade a um estilo impetrado por Mano Menezes e Tite, desde 2008. Agora, em 2020, o atacante vai pegar uma equipe dirigida por Tiago Nunes, um treinador que tem uma filosofia de jogo diferente. No entanto, isso pode beneficiar ainda mais o jogador nesta nova passagem, já que isso remete a um passado recente, quando esteve no Japão.


Em 2018, seu primeiro ano atuando pelo Nagoya Grampus-JAP, Jô marcou 24 gols e se tornou artilheiro do Campeonato Japonês. Naquela ocasião ele foi comandado por um técnico local, que gostava de aplicar um estilo ofensivo em seus times. No segundo ano, além de sofrer com problemas físicos, foi treinado por Massimo Ficcadenti, um italiano com filosofia de jogo mais conservadora.

- Meu primeiro ano no Japão, em 2018, foi com um treinador japonês que tinha um estilo de jogo extremamente ofensivo. Se você buscar os números, nossa equipe foi a segunda ou a terceira com mais gols, mas foi a mais vazada. A gente tinha um time ofensivo, que me favoreceu - explicou o centroavante em coletiva na última quinta-feira, antes de completar:

- No segundo ano eu comecei bem, mas tive uma lesão grave no tornozelo, rompi ligamentos. Como tinha importância no clube, voltei para ajudar, mas sentia dores, meu joelho sobrecarregou muito. Aí fui me arrastando, teve outra troca de treinador, um italiano entrou nas últimas partidas e tinha um esquema tático mais conservador, diminuíram as chances de gol e, consequentemente, o número de gols caiu.




Nesse retorno ao Timão para sua terceira passagem pelo clube, Jô sabe que vai entrar em um time que está passando por uma adaptação a um novo trabalho, que nos primeiros meses do ano acabou passando por dificuldades e não trouxe resultados. Esse novo estilo, porém, pode ser uma casamento perfeito entre o camisa 77 e Tiago Nunes, relembrando os melhores dias no Japão.

- O trabalho do Tiago é novo, ele está implementando e requer um tempo e paciência. É um estilo novo, de ser mais jogado, pressão alta. Todos nós, jogadores, temos de nos adaptar. Acreditamos que é um bom trabalho, temos que nos esforçar ao máximo para acompanhar. Requer tempo, todo trabalho precisa do dia a dia, de tempo, vamos atrás disso - comentou o atleta.

Apesar de ser um estilo que tende a ser benéfico a Jô, proporcionando mais chances de gol, ele prefere não prometer uma meta de gols, por achar que é um desrespeito aos adversários. A única coisa que ele garante é que vai trabalhar para ajudar o Corinthians de Tiago Nunes, seja como for.

- Nós, que somos atacantes, centroavantes, temos basicamente a função de fazer gol. Eu coloco isso como minha segunda meta, a primeira é ajudar o Corinthians de alguma maneira. Posso ajudar de outra maneira, mas tenho que fazer gols. Procuro não colocar metas para não parecer um desrespeito com adversário. Eu não gosto. Quero ajudar o clube, fazer meu melhor, claro que fazendo gols, mas não coloco números porque acho um desrespeito - concluiu.

Ao todo, em 2018, Jô marcou 25 gols em 37 jogos oficiais pelo Nagoya Grampus-JAP, média de 0,67 gol por partida, já em 2019 foram os mesmos 37 duelos oficiais, mas com apenas oito gols (média de 0,22). Em 2017, com o Corinthians de Fábio Carille, campeão paulista e brasileiro, o atacante balançou a rede 25 vezes em 61 jogos oficiais na temporada, 0,41 tento por partida.








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