Entenda os motivos do negócio entre Corinthians e Bruno Lage não ter dado certo

Maior parte da carreira de Bruno Lage como treinador foi no Benfica (Foto: Divulgação / Benfica)


O projeto para ter o português Bruno Lage no comando do Corinthians não durou muito. Em menos de 24 horas as tratativas começaram, esfriaram e foram encerradas.

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O principal motivo para que o ‘casamento não desse certo’ foi a parte financeira. No total, com comissão técnica, o valor de Lage no Timão seria superior a R$ 2 milhões por mês. A diretoria corintiana tentou conversar para reduzir o valor, mas viu o português irredutível.

O empresário Will Dantas é quem ofereceu o nome de Bruno Lage ao Corinthians. Isso já havia acontecido no início do ano, quando o Time do Povo procurava um técnico para substituir Sylvinho, demitido após uma derrota para o Santos, no Campeonato Paulista. Na ocasião, o presidente corintiano Duílio Monteiro Alves já havia começado a conversar com Vítor Pereira, que veio a ser o treinador do clube até o fim desta temporada.

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Ainda que Dantas tenha sido o principal intermediário na nova possibilidade de Bruno Lage assumir o Timão, o departamento de futebol corintiano também chegou a falar com outros empresários com bom trânsito na Europa, como Giuliano Bertolucci e Kia Joorabchian, que deram os seus pareceres sobre o técnico português.

Outro ponto que foi crucial para que a negociação com Bruno Lage não evoluísse foi a falta de conexão entre ele e o presidente Duílio Monteiro Alves. O mandatário corintiano deseja ter uma relação próxima com o treinador, assim como foi com Vítor Pereira, onde ele sinta do profissional o desejo de estar no clube e o alinhamento total, e até mesmo emocional, com a instituição, dentro e fora de campo. Mas o sentimento do cartola com Lage foi justamente ao contrário, de que para o técnico o Timão seria somente mais um trabalho.