Entenda os bastidores da negociação entre Hamilton e Mercedes

Franco Nugnes
·3 minuto de leitura

A Mercedes tem atualmente apenas um piloto: Valtteri Bottas. Lewis Hamilton, na verdade, deixou seu contrato com a fabricante alemã expirar, pelo menos no papel.

Toto Wolff, chefe da equipe de Brackley, não parece querer pressionar o seu piloto e já afirmou várias vezes que o importante é que o assunto se resolva a tempo dos testes de inverno marcados para Barcelona de 1 a 3 de março.

O fato é que Hamilton e equipe não conseguem encontrar um acordo para a renovação, mesmo após oito anos de convivência perfeita e muito satisfatória para ambas as partes.

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Em suma, a não renovação só se justificaria caso o heptacampeão decidisse abandonar as pistas, como fez Nico Rosberg no final de 2016, logo após o piloto alemão bater Lewis e conquistar seu único título mundial. Mas não há condições para um piloto, que está prestes a conquistar o oitavo título de pilotos, simplesmente sair de cena.

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, vem argumentando há meses que o problema não existe e que um acordo será encontrado, mas, entretanto, o tempo passou e o contrato formal expirou. O que separa Lewis de Toto? Nada. Os dois têm uma relação que vai muito além do aspecto profissional e ao longo do tempo forjaram uma amizade profunda baseada também no respeito.

Então onde está o problema? A atitude de Lewis não atrai o conselho de diretores da Daimler, que deu a Wolff autonomia total para fechar o negócio o mais rápido possível, mas com uma série de restrições que foram ditadas pelo presidente do grupo alemão, Ola Kallenius.

O sueco está lutando com grandes cortes no produto: ele lançou um duro plano de reestruturação para a galáxia Estrela e não pode aceitar que o principal piloto da equipe de F1 peça um aumento em seu salário.

A proposta econômica é clara: cerca de 40 milhões de euros por ano, mais 10% de bônus em caso de vitória no campeonato de pilotos, e ainda um carro AMG One de presente.

Hamilton gostaria de se juntar à Mercedes em uma função que vai além da de piloto. Ele tem a ambição de se tornar um condutor da transição para a fase elétrica. Não esqueçamos que ele convenceu o fabricante alemão a mudar a cor dos W11, que passaram de prateados para pretos. A persuasão do campeão mundial é indiscutível e, provavelmente, ele quer lançar as bases para um relacionamento que vai além da carreira altamente condecorada do campeão.

Wolff pôde encontrar o apoio do novo sócio na equipe Brackley, INEOS, que de um simples patrocinador se tornou um parceiro igual a Daimler e Toto com ações igualmente divididas em 33,3%.

A multinacional química poderia intervir com um orçamento extra para atender às exigências do piloto, enquanto Kallenius ameaça tirar George Russell da Williams e incorporá-lo à Mercedes.

Do ponto de vista técnico, a supremacia da Mercedes parece inatacável, mesmo que a Red Bull tenha vencido o último GP da temporada de 2020, enquanto do ponto de vista político todas as peças desse mosaico ainda não estão no lugar. Mas no final quem vai ficar com o jogo nas mãos?

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