Entenda como a crise entre EUA e Irã afeta o Brasil

Foto: AP Photo/K.M. Chaudary
Foto: AP Photo/K.M. Chaudary

Na última sexta-feira, dia 3, o Itamaraty divulgou uma nota após o ataque norte americano ao chefe militar do Irã Qassem Soleimani, que dizia: “O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul”.

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Ao serem interpelados pela reportagem do portal Yahoo! Notícias sobre quais seriam essas ameaças na América do Sul, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Ministério da Defesa não se pronunciaram. Apesar de ser um tema que envolve a segurança do país, limitaram-se a responder que o Ministério das Relações Exteriores era o órgão que está cuidando do caso. 

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No fundo, não parecem muito endossar a nota.

De todo modo, analistas duvidam de que haverá uma guerra entre Estados Unidos e Irã e ainda mais de que a disputa chegue ao Brasil. A preocupação mesmo é com a economia, já que o Irã é considerado um mercado importante para o agronegócio brasileiro. No ano passado, o Brasil exportou US$ 2 bilhões para o país. Além disso, os consumidores estão atentos para saber se o cenário vai causar aumento no preço dos combustíveis.

Irã declara Forças Armadas dos EUA como 'terroristas'

O Parlamento do Irã aprovou nesta terça-feira (7) uma lei que designa as Forças Armadas dos Estados Unidos como "terroristas", sinalizando uma escalada da tensão no Oriente Médio. A decisão do regime de Teerã ocorre em meio à expectativa de retaliação militar contra alvos dos EUA após o assassinato do general Qasem Soleimani, uma das principais autoridades do país persa, em um bombardeio americano no Iraque na semana passada.

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