Entenda a polêmica envolvendo Piqué e a Supercopa da Espanha

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Piqué usou seu canal na Twitch para explicar a negociação da sua empresa com a Supercopa. Foto: Alex Zea/Europa Press via Getty Images
Piqué usou seu canal na Twitch para explicar a negociação da sua empresa com a Supercopa. Foto: Alex Zea/Europa Press via Getty Images

Um escândalo envolvendo Gerard Piqué, capitão do Barcelona e jogador da seleção da Espanha tomou conta do noticiário esportivo espanhol no início desta semana. O jogador está, desde abril de 2019, envolvido num caso relacionado com a realização da Supercopa Espanhola na Arábia Saudita.

O jornal “El Confidencial” revelou uma conversa telefônica do jogador com Luis Rubiales, presidente da Federação Espanhola de Futebol, sobre um acordo em que a Kosmos, empresa do zagueiro, teria recebido comissões na ordem dos 24 milhões de euros (pouco mais de 120 milhões de reais).

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Piqué defendeu-se das acusações através de uma conversa com os jornalistas no seu canal de Twitch, onde tentou se explicar.

“A Kosmos [empresa ligada à organização de eventos desportivos, como a Taça Davis, no tênis] ajuda a Sela [empresa saudita] e nós somos pagos pela Sela e não pela RFEF [Federação Espanhola de Futebol]. Não sei como funciona em termos de advogados e contratos. Compreendo que faz parte do contrato com a Sela, mas isso é tratado pelos nossos advogados”, explicou.

Piqué fez questão de explicar as diferenças entre a empresa que detém e ele próprio, enquanto cidadão.

"A Kosmos é uma empresa, não sou eu pessoalmente. Oficialmente, recebemos a comissão diretamente do Governo da Arábia Saudita. Eu não tenho qualquer acordo comercial com a Federação Espanhola de Futebol. Aceito debater a moralidade do ato, mas, neste caso, a única coisa ilegal é a divulgação dos áudios”, disse o jogador.

O contrato permitiu um lucro de 40 milhões de euros (cerca de 200 milhões de reais) por edição da Supercopa Espanhola, com a empresa de Gerard Piqué a receber quatro milhões por cada ano – seis anos, no total – em que o acordo vigora.

“Não me arrependo, penso que fizemos um trabalho muito bom. Acredito que nada do que foi feito é ilegal ou moralmente errado”, finalizou o capitão do Barcelona.

A primeira edição da Supercopa de Espanha na Arábia Saudita aconteceu em 2020, um ano depois da conversa divulgada pelo “El Confidencial”. Já nesta segunda-feira (18) o jornal revelou novos detalhes do negócio, o que trouxe novamente à tona o acordo controverso.

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