Enem dos mares: conheça a disputa por vaga na elite do surfe

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Yago Dora comemora o 106º título do Brasil em WQS (Divulgação)
Yago Dora comemora o 106º título do Brasil em WQS (Divulgação)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

Todos os anos milhares investem tempo e dinheiro de serem profissionais de elite e dar início a uma carreira gloriosa e promissora.  Poderíamos falar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas nem mesmo esse processo seletivo tem uma peneira tão estreita quanto o World Qualifying Series.

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Desde 1990, as organizações do surfe dividem o esporte em duas categorias. Com isso, surgiram os campeonatos WCT e WQS. O primeiro, o World Championship Tour, são atletas de elite que disputam o título. Obviamente, o World Qualifying Series é o qualificatório para quem quer ficar marcado na história, disputando entre os melhores do mundo.

E para fazer parte dessa ‘peneira’ basta ser cadastrado nas federações nacionais e pagar uma mensalidade à entidade organizadora local. A WSL tem sete escritórios pelo mundo e são eles os responsáveis pelos eventos de menor pontuação (1500 e 3000 pontos).

Ao pontuar bem nesses campeonatos, o surfista está automaticamente classificado para competir os torneios que fazem a diferença no final do ano. Valendo 6 e 10 mil pontos, estas competições tem estrutura e palco dignos da elite. Até mesmo por isso, os atletas do WCT costumam ser presença nessas disputas.

A quem busca a glória, QS 10000 são a certeza de um futuro próspero no próximo ano. Em 2018 funcionou assim para o Peterson Crisanto. O brasileiro é o 5º colocado no WQS após vitória na África do Sul, em junho.

Feminino evolui

Enquanto a WSL equipara salários de homens e mulheres, o surfe feminino percebe a diferença DIMINUIR NO número de campeonatos a disputar.

Enquanto os homens tem 64 qualificatórios, as mulheres tem 52 eventos. No Brasil há mais eventos para elas do que para eles. No entanto, esse movimento é recente. Até 2006, o Brasil nunca sediara um campeonato e a estreia foi durante uma competição Prime (10000 pontos) para as mulheres.

Vitória de uma índia paraibana em pleno Arpoardor diante de estrelas do surfe na final. Tininha, como é conhecida, não se intimidou com o tamanho da neozelandesa Page Hareb na cena mundial e enlouqueceu a praia carioca.

Seja na elite ou na peneira para chegar lá, o Yahoo Esportes acompanha cada passo do surfe mundial.

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