Após “encerrar atividades”, Mancha homenageia Moacir e comparece ao Choque-Rei

Nove dias após a morte de um dos fundadores da Mancha Alviverde, que fez com que a organizada declarasse que encerrou suas atividades, a torcida está presente no clássico contra o São Paulo, neste sábado. O Choque-Rei marca o primeiro jogo no Palestra Itália após o assassinato de Moacir Bianchi.

Acompanhada de membros de outras torcidas organizadas, a Mancha Verde realizou uma passeata desde o bairro do Ipiranga, onde ocorreu o assassinato de Moacir, até o estádio Palestra Itália. Cantando músicas de todas as organizadas, os palmeirenses trouxeram uma faixa com o rosto do torcedor morto e os dizeres: “Moacir, símbolo de dignidade”. O grito mais comum durante o trajeto das centenas de alviverdes foi “olê, olê, olê, olá, Moa, Moa”.

No dia dois de março, uma quinta-feira, a Mancha Alviverde anunciou o encerramento de suas atividades após Moacir Bianchi, um dos fundadores da torcida, ter sido encontrado morto depois de levar 22 tiros enquanto dirigia seu carro na Avenida Presidente Wilson, no Ipiranga. Dois dias depois, porém, a organizada declarou que a suspensão era passageira, mas não informou a data limite.

Já na noite desta sexta-feira, o Ministério Público de São Paulo informou que a Justiça decretou a prisão de dois suspeitos pelo assassinato de Moacir Bianchi. A investigação do caso, porém, ainda não foi encerrada, uma vez que a nota do MP-SP apontou ainda que “o promotor de Justiça Tomás Ramadan solicitou à Polícia Civil que reúna mais elementos para esclarecer, de forma definitiva, qual foi a motivação do crime, que ocorreu logo após uma reunião na sede da torcida”.