Empresa diz que oferecerá patrocínio a outro clube se não fechar com Palmeiras

Os diretores palmeirenses Alexandre Zanotta (à esq.) e Gesner Guiget (à dir.) ladeiam Rubnei Quicoli (centro)
Os diretores palmeirenses Alexandre Zanotta (à esq.) e Gesner Guiget (à dir.) ladeiam Rubnei Quicoli (centro)

O representante da empresa que ofereceu um patrocínio bilionário ao Palmeiras, a Blackstar International Limited, Rubnei Quicoli, avalia como animadora a reunião que manteve com representantes do clube, nesta terça. O diretor-financeiro da Blackstar diz ter engatado, na sequência, após a reunião, encontro com “um desembargador conselheiro do Corinthians que está neste momento com o [presidente corintiano] Andrés Sanchez”.

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“A preferência [da oferta] é do Palmeiras, que pode manter o patrocínio da Crefisa, não tenho interesse que saia do clube”, argumentou Quicoli ao blog. “Mas para o caso de o acerto não sair, já estou conversando com pessoas ligadas ao Corinthians e Flamengo. Avisei que primeiro quero terminar a conversa com o Palmeiras, então vamos aguardar.”

Consultadas pelo blog na noite desta terça, pessoas muito próximas a Andrés garantiram que ninguém da Blackstar o abordou. Quicoli confirmou que ainda não manteve contato pessoal com Andrés e tampouco com o presidente eleito do Flamengo, Rodolfo Landim.

A oferta de patrocínio por dez anos da Blackstar ao Palmeiras totaliza quase R$ 1,4 bilhão. Inclui o pagamento de R$ 1 bilhão na assinatura do contrato, parcelas fixas anuais de US$ 5 milhões que totalizam 50 milhões (cerca de R$ 197 milhões) e um fundo de emergência também no valor fixo total de US$ 50 milhões.

O contrato da Crefisa, que paga ao clube cerca de R$ 78 milhões anuais, mais premiações em dinheiro por títulos ou metas conquistadas, vence ao final deste ano.

Quicoli reuniu-se na tarde desta terça-feira com os diretores palmeireses Alexandre Zanotta (jurídico) e Gesner Guiguet (marketing). O presidente Mauricio Galiotte não participou.

A carta de intenções da Blackstar International Limited havia sido originalmente encaminhada por Quicoli ao então candidato de oposição na eleição presidencial do Palmeiras, Genaro Marino. Conforme prometido na campanha, ao fim da disputa, com a reeleição de Galiotte, o oposicionista encaminhou a oferta ao ex-adversário político.

À época da eleição, a proposta da Blackstar ganhou contorno político quando seu valor foi utilizado pela oposição como argumento para mostrar que o clube teria outras opções valiosas de patrocínio além da Crefisa, cuja dona, Leila Pereira, é aliada política de Galiotte.

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