Empresário inglês faz oferta atrasada astronômica pelo Chelsea, diz jornal

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Duas semanas após terminar o prazo para apresentação de ofertas pelo Chelsea, um nova proposta tardia pode mudar todo o cenário. O empresário britânico Sir Jim Ratcliffe, dono da empresa química Ineos, fez uma oferta de mais de R$ 25 bilhões para adquirir o clube londrino, segundo o jornal The Times.

O bilionário esteve em contato na quinta (28) com Bruce Buck, presidente do Chelsea, e decidiu fazer a proposta nesta sexta ao Raine Group, que conduz o processo da venda. "Apresentamos uma oferta esta manhã", disse Ratcliffe ao jornal. "Somos os únicos candidatos britânicos. Nossos motivos são simplesmente tentar criar um clube muito bom em Londres", acrescentou.

Na disputa pelos Blues, estão no páreo outros três consórcios, de acordo com a imprensa britânica. Um deles é liderado por Sir Martin Broughton, ex-presidente do Liverpool, e outro por Todd Boehly, co-proprietário da equipe de beisebol Los Angeles Dodgers. O terceiro interessado é um grupo que inclui Stephen Pagliuca, dono do Boston Celtics.

Ratcliffe possui um ingresso de temporada do Chelsea, mas é apontado pela imprensa britânica como torcedor do Manchester United. Ele tem um patrimônio estimado em R$ 63 bilhões, é sócio da Mercedes na F1 e sua empresa é a dona do Nice, da França.

O empresário da indústria química ainda completou que não possui interesses lucrativos porque "ganha dinheiro de outras maneiras". A oferta incluiria um investimento de R$ 11 bilhões ao longo de dez anos para desenvolver o estádio Stamford Bridge e o clube em si.

O Chelsea foi colocado à venda no início de março após o oligarca Roman Abramovich ser sancionado pelo governo britânico por conta da invasão da Rússia à Ucrânia. Na época, o jornal Daily Mail noticiou que ele pedia cerca de R$ 20,6 bilhões pelo clube.

O processo vem se arrastando desde então e teve a etapa de apresentação de propostas encerrada no meio deste mês. A oferta do norte-americano Boehly, que tem uma fortuna avaliada em R$ 31,5 bilhões, vinha aparecendo como favorita. Seu compatriota Pagliuca, outro interessado no Chelsea, também tem participação no time italiano Atalanta.

A declaração de Ratcliffe de que seu consórcio é "o único britânico" pode ser interpretada como uma indireta a Martin Broughton. Embora seja inglês, o ex-presidente do Liverpool "apenas" lidera a proposta que está sendo financiada em sua maior parte pelos proprietários norte-americanos no Philadelphia 76ers.

Na semana passada, os astros Lewis Hamilton e Serena Williams se juntaram a Broughton na proposta pelo Chelsea.

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