Emocionado, Hamilton celebra hepta: "Isso vai muito além dos meus sonhos"

Guilherme Longo
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Os dois primeiros dias do final de semana indicavam que seria um GP da Turquia melancólico para a Mercedes, mesmo com a eminente conquista de Lewis Hamilton. Mas na prova, a qualidade de um dos maiores nomes da história da Fórmula 1 se sobressaiu e o britânico conquistou o hepta em alto estilo, com a vitória em Istambul, que vence pela segunda vez na pista turca.

Agora, Hamilton iguala com Michael Schumacher como os dois maiores campeões da história da F1, com sete títulos cada. Após a prova, o britânico estava visivelmente emocionado, chorando antes mesmo de sair do carro.

Race winner Lewis Hamilton, Mercedes F1 W11 with third place Sebastian Vettel, Ferrari

Race winner Lewis Hamilton, Mercedes F1 W11 with third place Sebastian Vettel, Ferrari <span class="copyright">Andy Hone / Motorsport Images</span>
Race winner Lewis Hamilton, Mercedes F1 W11 with third place Sebastian Vettel, Ferrari Andy Hone / Motorsport Images

Andy Hone / Motorsport Images

"Definitivamente estou sem palavras. Naturalmente, tenho que começar agradecendo a todos que estão aqui e na fábrica, ambas as fábricas e nossos parceiros, que permitem essa oportunidade".

"Eu não teria como fazer isso se não tivesse me juntado à essa equipe e a jornada que vivemos tem sido monumental e estou muito orgulhoso de todos. Quero agradecer também aos meus fãs que me apoiam em todos esses anos".

"E especialmente à minha família. Sonhamos com isso desde que eu era jovem assistindo as provas. Isso vai muito, muito além dos nossos sonhos e acho que é muito importante para as crianças vendo aqui que não escutem as pessoas que dizem que vocês não são capazes de alcançar seus sonhos".

"Sonhem com o impossível, façam eles acontecer e trabalhem para isso. Corram atrás e nunca desistam. E nunca duvidem de vocês mesmos".

Sobre a corrida, Hamilton falou que a Mercedes já sabia que o final de semana não seria fácil.

"Quando chegamos, já sabíamos que o fim de semana seria difícil. Não ficamos desapontados com a posição no grid, estávamos com um pé atrás e fizemos o melhor possível. Mas aprendemos muito. É o que fazemos na equipe: ninguém culpa o outro. Lidamos com tudo e fazemos tudo para melhorar".

"Nem sempre as coisas saem perfeitas, hoje mesmo tive um problema no começo, foi difícil de passar Seb e eu via Albon se afastando. Eu pensava que a corrida estava escapando das minhas mãos. Mas segui focado e acreditando que o ritmo viria em algum momento".

"Tinha um momento que Seb estava se afastando de mim. E eu checava a temperatura dos pneus. Não sabia se eles estava superaquecendo ou se estavam frios demais. Acho que tive uma fase ruim de esfarelamento, depois o pneu voltou".

"Quando a aderência voltou e a pista começou a secar eu comecei a melhorar o ritmo. Aí Seb parou para trocar os pneus, o que eu acho que não foi a escolha certa. Eu optei por ficar e o pneu seguiu melhorando, era exatamente o que eu precisava".

Sobre a decisão de não parar, Hamilton lembrou de 2007 quando bateu e abandonou no GP da China na entrada do pitlane.

"Se você se lembrar, uma vez eu perdi um campeonato por causa do pitlane. Então eu aprendi uma lição com 2007. Eu senti que tinha tudo sob controle e a aderência estava boa. Se a chuva caísse, ia lidar com ela".

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