Emocionado, Gustavo de Conti assume seleção brasileira de basquete com pedido de 'mais sentimento'

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A seleção brasileira de basquete tem um novo técnico brasileiro após 13 anos. Gustavo de Conti, também treinador do Flamengo, foi apresentado oficialmente, nesta terça-feira, 28, como novo comandante da equipe para o próximo ciclo olímpico.

Emocionado, Gustavo ressaltou a ligação familiar com o esporte e pediu um maior sentimento envolvido no trabalho e nas convocações.

— O que eu queria trazer é um pouco desse sentimento de seleção. Quero que seja uma coisa mais leve e com mais sentimento envolvido de todas as partes. Estou como técnico da seleção brasileira, não sou dono dela. Temos uma responsabilidade muito grande de sentar à mesa e discutir as melhores soluções para a seleção brasileira — afirmou.

Gustavo começou a carreira no Paulistano, clube ganhou sua primeira oportunidade numa equipe principal. O sucesso no time, com título do NBB, o projetou no cenário, o levando ao Flamengo, onde foi duas vezes campeão brasileiro.

— É um sonho estar aqui. Tenho que confessar que queria mesmo é ser jogador, mas não consegui. Queria continuar no basquete de alguma forma. No meu primeiro dia na escolinha do Ypiranga, já sonhava em ser técnico da seleção — relembrou o treinador.

Tricampeão do NBB, de Conti dividirá as responsabilidades entre clube e seleção. Questionado sobre a nova tarefa, afirmou que não terá conflitos de agenda – vale lembrar que Gustavo já foi auxiliar técnico da seleção entre 2012 e 2016

— A torcida do Flamengo tem um pouco de medo por causa das datas FIFA no futebol. No basquete é diferente, é obrigatório parar.

A seleção brasileira ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio após derrota para a Alemanha, durante o Pré-Olimpico de Split, em julho. O próximo compromisso no ciclo de Paris-2024 será pelas eliminatórias para o Mundial de 2023, em que o Brasil enfrenta o Chile nos dias 26 e 27 de novembro.

— A gente tem que ir passo a passo. Ao redor do mundo, o basquete está muito equilibrado, e nas Américas não é diferente. Tem um objetivo macro, que são as grandes competições, mas temos que pensar nessa janela de novembro — definiu ele.

Para as futuras convocações, o técnico comemorou a proximidade física com o basquete brasileiro, mas ressaltou a necessidade de uma larga rede de observação. Para isso, contará com a ajuda dos auxiliares Thiago Splitter e Helinho.

— Vamos estar muito próximos de tudo. O basquete é muito grande. Temos jogador em Israel, na Turquia.

O técnico falou também sobre os jogadores veteranos na seleção. Gustavo entende a empolgação por jovens talentos, mas adota uma visão ponderada.

— Nenhum jogador veterano na seleção vai jogar só com o nome, precisa performar bem em seu clube. Mas não podemos descartar qualquer nome.

Sobre as dispensas, voltou a falar sobre sentimento. O técnico afirma que os jogadores cujos objetivos pessoais estejam acima do coletivo não devem estar na seleção.

— A seleção é para quem quer estar na seleção. Falando no bom sentido, hoje, não temos nenhum jogador insubstituível. Do jeito que se joga o basquete no mundo, o coletivo na veia, não há jogador insubstituível.

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