Emanuel Borges ‘embala’ Flamengo no remo de praia visando Los Angeles

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Emanuel Borges (Foto: Divulgação / Flamengo)
Emanuel Borges (Foto: Divulgação / Flamengo)

Tradicional formador de atletas voltados a esportes náuticos, o Clube de Regatas do Flamengo (RJ), que também vai muito bem obrigado no futebol, saiu na frente com título conquistado há alguns meses em modalidade nova no país. Trata-se do Remo de Praia. Este esporte motiva e cria expectativa nos dirigentes rubro-negros e na comunidade esportiva para se tornar olímpico até Los Angeles (2028). Seu êxito sustenta-se desde a divulgação que houve na apresentação pelo clube carioca em 2020 em território nacional. Por sua vez, em âmbito global, o mundial da modalidade fixou data no calendário internacional da FISA (Federação Internacional de Remo). Será na cidade de Oeiras (região metropolitana de Lisboa em Portugal) em outubro. Devido à pandemia de Covid-19 foi adiado ano passado.

Conhecido no exterior como Coastal Rowing, é disputado em águas abertas. Pelo destaque nas estatísticas no circuito internacional da FISA observou-se crescimento de praticantes. O que gera clara a probabilidade de cair nas graças do Comitê Olímpico Internacional (COI). Só que a entidade máxima contabiliza também outros pontos: a visibilidade em ruas e outros perímetros não urbanos, além da menção em redes sociais. Caso que situou o breaking dance, que estará nos Jogos de Paris daqui a três anos. Há, no entanto, outros requisitos que integram o documento denominado Carta Olímpica. Tudo passa pela chancela de membros do COI, como por exemplo, atestar a popularidade do esporte.

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Enquanto isto ainda não acontece, a modalidade fortalece-se pelos três formatos de disputa: o tour, que representa longas travessias, cuja finalidade vai de turismo à competição; provas no estilo endurance (longas distâncias) e a ágil beach sprint (que reúne corrida), contorno de boias e chegada à praia após completar circuito de 500 metros.

Foi na beach sprint que o Flamengo fez história. Em julho, a equipe do Rio sagrou-se campeã da Taça Espírito Santo de Remo de Praia. Com suporte da Confederação Brasileira de Remo, a primeira competição contou com mais de 100 atletas de diversas cidades do Brasil na bela Camburi. Reuniu seis categorias: júnior, sênior e máster com times contendo quadros femininos e masculinos. Além do Flamengo, que levou 21 remadores, as equipes capixabas obtiveram conquistas.

Na categoria Master masculino, os flamenguistas Emanuel Borges e Vangelys Reinke ganharam a prova. Compreendia corrida de 50 metros na areia, seguida de embarque em canoas, acrescido de um circuito de 500 metros após contorno das bóias e retorno à praia, com nova corrida de 50 metros até a chegada. O êxito da organização e repercussão inspira a realização de futuro Sul-Americano, conforme a Confederação.

Na modalidade debutante, o potiguar Emanuel Borges, de 33 anos, e o capixaba Vangelys Reinke, 30 anos, são velhos parceiros e experientes atletas do remo do Mengo. Em 2019, conquistaram o terceiro lugar em mundial obtendo a medalha de bronze na classe dois sem peso leve até 70 kg [dois remadores com um remo curto cada um]. O feito aconteceu em Linz-Ottensheim na Áustria.

Segundo Emanuel Borges, o protagonismo do Flamengo visa fomentar a modalidade, além de ser um dos precursores no remo de praia. “E preparar atletas voltados aos Jogos Olímpicos", completa o competidor nascido no Rio Grande do Norte e que defende o clube do Rio há três anos.

Estudante de Educação Física e participante do programa federal de bolsa-atleta, sendo designado terceiro sargento da Marinha, ele também traz na bagagem entre outros feitos a disputa da seletiva para os Jogos de Tóquio. Neste caso não conseguiu este ano a classificação na classe double skiff [barcos de 10,40 metros, 27 kg e com dois remadores cada um com dois remos]. Seu parceiro foi o gaúcho Evaldo Becker.

A seguir, Emanuel Borges, atleta da seleção de Remo, detalha mais de sua história

Yahoo Esportes: Onde você começou a praticar o Remo?

Emanuel Borges: Foi aos 17 anos no projeto Navegar, no Rio Grande do Norte. Fui motivado por amigos. Antes havia feito bike, skate e surfe. Mas o remo virou principal. Conheci o Esporte Clube Natal e fui apoiado pelo treinador Geraldo Belo Moreno (falecido há duas décadas). Em 2011, saí de minha cidade e decidi me fixar no Rio de Janeiro a convite do Botafogo. Sete anos depois fui contatado pelo ex-treinador Stephane Durand. Fiquei encantado com a estrutura e segui para o Flamengo que conta ainda com excelentes profissionais. Onde estou até hoje.

Qual a importância do treinador no seu desenvolvimento de atleta?

O técnico tem um valor enorme, pois é ele quem conduz toda a preparação. Mostra o caminho a ser seguido. Mas os amigos também ajudam na trajetória incentivando. Agora meu treinador Geraldo Belo era especial, um ídolo.

Você mora no Rio de Janeiro, o que faz nas horas de folga?

Sim. Vivo com minha mulher e dois filhos. Nos momentos livres - pois é tudo muito corrido - ou pego praia ou gosto de sair para pedalar.

É recente um potiguar ganhar a medalha de ouro na Olimpíada do Japão, o Ítalo Ferreira no surfe.

É ser Kinshasa (nome da capital da Republica Democrática do Congo na África). Risos. Na verdade, a personalidade é de ser uma pessoa sempre alegre que gosta de fazer amizades, focado nos objetivos e de bem com a vida.

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