Em sua segunda paralímpiada, Alana Maldonado sonha com o ouro no judô

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Medalha de prata nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, a paulista Alana Martins Maldonado, de 26 anos, está confiante e se diz preparada para alcançar o grande sonho: o ouro em Tóquio. A judoca, da categoria até 70kg, disputa, pela segunda vez, uma edição paralímpica e entra no tatame da tradicional arena Nippon Budokan, em 29 de agosto.

-Estou na minha melhor forma, física e técnica. Agora faço os últimos ajustes nos treinos para realizar meu sonho que é ser medalhista de ouro- contou a atual campeã mundial da categoria.

Alana acompanhou a participação dos brasileiros na edição Olímpica em Tóquio e pretende levar para o tatame a lição aprendida com os colegas que voltaram com dois bronzes (Mayra Aguiar e Daniel Cargnin). Ela destacou ainda o empenho de Maria Portela, eliminada após ser penalizada no golden score depois de 15 minutos de luta.

-Eu assisti o judô brasileiro nos Jogos Olímpicos e dava um frio na barriga pensar que eu logo estaria ali na Arena. As medalhas da Mayra e do Daniel foram incríveis. A luta da Maria Portela foi de muita superação e garra. É difícil fazer quase quatro minutos de luta normal e depois mais 12 de golden score. A verdade é que temos gente que estar preparadas para uma disputa de 15 minutos- afirmou Alana, que tem feito um trabalho de preparação física intenso para encarar as adversárias.

Em busca do topo

Na edição olímpica, entre julho e agosto, os japoneses tiveram êxito dentro de casa. Mas isso não a assusta. Ela diz que tem consciência do nível da competição, mas garante que está preparada para o ouro.

-O Japão dominou o judô olímpico e acredito que venha forte também no paralímpico. Aqui é a terra do judô, mas, na minha categoria, a japonesa é novata. A gente vem se enfrentando em várias finais. Sei que nos Jogos Paralímpicos estão as melhores lutadoras do mundo - disse.

Histórico

Alana pratica judô desde os 4 anos e começou na modalidade paralímpica com 14, quando descobriu uma doença degenerativa que afeta a visão e a tira aos poucos com o passar dos anos. Nos Jogos Paralímpicos, o judô é disputado por atletas com deficiência visual e a paulista é da classe B3 (baixa visão).

A primeira convocação de Alana da para a seleção brasileira paralímpica foi aos 14 anos. E o currículo da atleta é extenso: líder do ranking mundial na categoria até 70 kg; prata nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019; ouro no Campeonato Mundial 2018 em Portugal; prata na Copa do Mundo 2018 na Turquia; ouro na Copa do Mundo 2019 e 2017 no Uzbequistão; prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; bronze nos Jogos Mundiais da IBSA 2015 na Coreia do Sul e prata nos Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015.

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