Em retaliação a Aécio, Zambelli propõe exame toxicológico obrigatório no Congresso

MÔNICA BERGAMO
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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 29.04.2020 - A deputada Carla Zambelli (PSL-SP). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 29.04.2020 - A deputada Carla Zambelli (PSL-SP). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) planeja apresentar um projeto de lei que obriga deputados e senadores a fazerem exames toxicológicos periódicos. O texto prevê cassação imediata em caso de detecção do consumo de drogas ilícitas.

A parlamentar afirma que o PL vem em resposta ao deputado Aécio Neves (PSDB-SP), autor de proposta que prevê tratar a vacina da Covid-19 como o voto obrigatório, criando penalidades como as que são aplicadas em casos de não comparecimento às urnas.

Atualmente, o eleitor que não regulariza sua situação com a Justiça eleitoral está impedido de fazer alguns tipos de empréstimos, tirar passaporte, ser nomeado para cargo público, receber salário de função ou emprego público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, como as universidades públicas.

Zambelli faz coro à base bolsonarista, que repudiou a proposta do tucano nesta semana. "É um absurdo interferir na liberdade individual", afirma a deputada. "E também que haja sobre a população recorrentes dúvidas quanto à sobriedade dos parlamentares. A classe política deve ser exemplo e, infelizmente, não o é há muito tempo", segue. A reportagem não conseguiu localizar o deputado Aécio Neves.

Na semana passada, Carla Zambelli também apresentou um projeto de lei contra a vacinação compulsória para a imunização da Covid-19. O texto afirma que deve prevalecer a livre escolha do cidadão, e que a imposição de uma vacina sem comprovação de eficácia "representa retrocesso aos direitos fundamentais dos cidadãos".

O governo Bolsonaro tem rejeitado Coronavac, vacina que está em estágio avançado de testes e é considerada um trunfo eleitoral do governador de São Paulo, João Doria —foi ele quem bancou o acordo do Instituto Butantan, localizado na capital paulista, com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Nesta sexta (30), o jornal Folha de S.Paulo antecipou que o Butantan já fretou seis aviões para transportar exclusivamente a matéria-prima usada na Coronavac. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já aprovou a importação e o instituto aguarda apenas a autorização da China para que o produto seja embarcado rumo a São Paulo.