Em evolução, Guerra brilha de novo e sai por cansaço na vitória do Verdão

Thiago Ferri

Guerra foi um dos melhores jogadores do Palmeiras na vitória sobre o Peñarol (URU), quarta, e os números provam isto. Depois de bater seu recorde de passes para finalizações no Verdão, o meia foi elogiado pelo técnico Eduardo Baptista. A sua substituição, questionada por alguns torcedores, teve justificativa: o cansaço.

No nono jogo pelo Verdão, o meio-campista ainda está se adaptando à rotina dura de jogos no Brasil, normalmente com confrontos de quarta e domingo - na Colômbia, o calendário é mais folgado e sem tantos jogos complicados em sequência. Ele havia sido titular contra o Novorizontino, sexta, e também havia ido bem. Diante dos uruguaios, deu uma assistência e cedeu lugar a Keno aos 36 minutos do segundo tempo. Neste momento, o venezuelano já estava exausto, na avaliação da comissão técnica.

- A substituição estava entre Dudu e Guerra. Eu via o Dudu mais inteiro fisicamente, queria colocar o Keno para agredir pelos lados. Tinha de escolher entre os dois, e fisicamente achei que o Dudu ia responder melhor, tem uma bola parada boa. A escolha foi por isso - afirmou Eduardo Baptista.

Guerra deu durante o jogo de quarta sete passes para finalizações, seu maior número em uma partida pelo Palmeiras. Para efeito de comparação, contando seus oito jogos anteriores, foram nove assistências para arremates. Sinal de que o melhor jogador da última Libertadores está começando a se entender no futebol brasileiro.

- Ele está aprendendo. O Guerra ficou um pouco refém do nosso jogo no primeiro tempo, porque ele tem de receber a bola e demoramos um pouco para acioná-lo. Ele apareceu sozinho no meio, faltou olhar para dentro. Foi tudo que aconteceu no segundo tempo. Mostramos os espaços. É um jogador experiente, tem uma visão de jogo importante, está em evolução, o grupo está entendendo ele, e ele entendendo o grupo - acrescentou o treinador.







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