Em dois anos, apoio a renda básica cresce e é aprovada por 77% dos paulistanos

Anita Efraim
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Passenger movement, wearing protective masks on public transport, central region of the city of São Paulo, this Monday morning. The decree of the State Government comes into force, which makes it mandatory, as of today 4 May, the use of masks in the collective transport of the São Paulo capital and its metropolitan region - municipal and intercity buses, subways and trains, due to the new coronavirus that transmits covid-19. May 4th, 2020. (Photo: Fábio Vieira/FotoRua) (Photo by Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images)
(Foto: Fabio Vieira/FotoRua/NurPhoto via Getty Images)

Nos últimos dois anos, cresceu o número de moradores da cidade de São Paulo que apoiam a criação de uma renda básica para pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com a Rede Nossa São Paulo, 77% dos paulistanos são a favor do benefício.

Entre os entrevistados 15% se disseram contra e 8% não souberam ou não responderam.

Nos últimos dois anos, o índice cresceu 22 pontos percentuais. Em 2018, 55% dos paulistanos se diziam favoráveis à renda básica, enquanto 30% era contra e 15% não sabiam ou não responderam.

Segundo a pesquisa feita em 2020, entre as pessoas favoráveis, a maior parte são pessoas com ensino fundamental completo e das classes C, D e E. Já perfis mais comuns entre os que são contra estão os que tem renda acima de 5 salários mínimos, as classes A e B e quem tem ensino superior.

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Os moradores do Centro de São Paulo são os que menos apoiam a medida. Nesta região, 65% são a favor e 38% contra. Na Zona Leste está o maior índice de apoio, com 81% a favor e apenas 14% dos moradores são contrários, o restante não sabe. Na Zona Norte, 75% são a favor e 14% contra, enquanto na Zona Sul, 76% são a favor e 16% são contra. Por fim, na região Oeste da cidade, 73% são favoráveis à medida.

O levantamento foi feito com 800 pessoas a partir de 16 anos que vivem na cidade, entre os dias 5 e 21 de setembro de 2020. Os questionários foram feitos ao vivo e também de forma online e a margem de erro é de 3 pontos percentuais.