Em depoimento, Adriano abre o coração sobre morte do pai e saída da Itália: 'Meu amor pelo futebol nunca mais foi o mesmo'

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Em depoimento concedido ao site "Players Tribune", o ex-atacante Adriano, ex-Flamengo, São Paulo, Inter de Milão e seleção brasileira, abriu o coração sobre a carreira e o momento atual de sua vida. No texto, intitulado "Adriano tem uma história para contar", o jogador credita a morte do pai, em 2004, como fator crucial para a queda de rendimento e a saída da Inter de Milão, clube pelo qual ganhou a alcunha de "Imperador".

— Eu realmente não queria falar sobre isso, mas vou te dizer que, depois daquele dia, meu amor pelo futebol nunca mais foi o mesmo. Ele amava futebol, então eu amava futebol. Simples assim. Era meu destino. Quando joguei futebol, joguei pela minha família. Quando marquei, marquei para a minha família. Então, quando meu pai morreu, o futebol nunca mais foi o mesmo — relembra Adriano.

O falecimento de Almir Leite Ribeiro, por ataque cardíaco, aconteceu dias após a conquista da Copa América de 2004, com gol salvador de Adriano na virada sobre a Argentina. Ele deixaria a Itália quatro anos depois.

— Para ser honesto com você, embora eu tenha marcado muitos gols na Série A ao longo desses anos, e embora os torcedores realmente me amem, minha alegria se foi. Foi meu pai, sabe? Eu não poderia simplesmente apertar um botão e me sentir eu mesmo novamente.

O ex-jogador contou detalhes do retorno ao Brasil, em 2008. Ele assinou com o São Paulo antes de rumar ao Flamengo, onde foi campeão brasileiro, no ano seguinte. Ele conta que a diretoria da Inter foi compreensiva sobre sua saída, e fala em ter recuperado sua "essência".

— Sim, talvez eu tenha desistido de milhões. Mas quanto vale a sua paz de espírito? Quanto você pagaria para ter de volta a sua essência? Na época, eu estava desolado com a morte do meu pai. Queria me sentir eu mesmo novamente. Eu não estava drogado. Isso nunca. Eu estava bebendo? Sim, claro. Merda, sim, eu estava. Saúde! Mas, se quiser testar, te juro por Deus, você não vai encontrar droga nenhuma no meu sangue. O dia em que eu usar droga, minha mãe e minha avó morrem. Bebida alcoólica? Ah, isso vai dar mesmo, bastante, até porque eu gosto de tomar um "danone".

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