Em comunicado, Juventus anuncia que vai recorrer das sanções impostas

Ex-presidente Andrea Agnelli foi um dos punidos (Foto: MIGUEL MEDINA / AFP)


A Juventus anunciou em comunicado oficial que irá recorrer da decisão da Federação Italiana de Futebol que puniu o clube com a perda de 15 pontos no Campeonato Italiano, por conta de fraude fiscal envolvendo transferências de atletas.

- Juventus Football Club comunica que o Tribunal de Justiça Federal – Seções Unidas, tendo apreciado o recurso de cassação nos termos do art. 63 do Código de Justiça Desportiva proposto pelo Ministério Público Federal, declarou admissível o recurso de cassação e, portanto, revogou a decisão do Tribunal de Justiça Federal, Seções Unidas, n. 0089/CFA-2021-2022 de 27 de maio de 2022 e, em consequência, determinou a penalização de 15 pontos na classificação para a Juventus a cumprir na presente Época de Futebol e a inibição temporária do Diretor Desportivo, Federico Cherubini, de meses 16 para realizar atividades dentro da FIGC, com pedido de prorrogação dentro da UEFA e da FIFA - declarou o clube na nota.

- Com a revogação da decisão, o Tribunal Federal de Recursos rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra a decisão do Tribunal Federal de Justiça que, por sua vez, absolveu a Juventus e os demais deferidos por inexistência de infração disciplinar em relação à avaliação dos efeitos de determinadas transferências de direitos de registo de jogadores nos balanços e ao reconhecimento de mais-valias. A Sociedade aguarda a publicação das razões e comunica desde já o recurso ao Colégio de Garantia Desportiva nos termos do Código de Justiça Desportiva - concluiu.

+ Entenda: Juventus é punida pela Federação Italiana de Futebol e perde 15 pontos no campeonato

A decisão de punir a Juventus foi tomada pelo Ministério Público nesta sexta-feira e atendida pela Federação Italiana de Futebol (Figc). Os dirigentes citados no escândalo também foram punidos e foram suspensos de exercer atividades no futebol pelo tempo determinado pelo MP italiano, dentre eles o ex-presidente da Juventus, Andrea Agnelli, e o ex-VP do clube, Pavel Nedved.