Em busca da melhor posição, Marcos Paulo aumenta dúvida para Odair no Fluminense

Luiza Sá
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Considerado a maior joia do Fluminense atualmente, o jovem Marcos Paulo ainda não conseguiu engatar uma sequência de boas atuações nesta temporada. Mesmo assim, ele apareceu com cinco gols e quatro assistências em 2020 e acaba sendo responsável por uma das grandes dúvidas no sistema utilizado por Odair Hellmann. O jogador de 19 anos costuma ser escalado como ponta esquerda. Entretanto, ele ainda não rendeu o esperado por ali como fez quando esteve no meio.

No segundo amistoso contra o Botafogo, que ficou empatado em 1 a 1, os melhores momentos de Marcos Paulo foram quando ele atuou onde Nenê estava, mais por dentro, de frente para o gol podendo criar as jogadas e dando, por exemplo, o passe para Evanilson abrir o placar. No sistema com três volantes essa aproximação fica mais difícil, já que Odair opta por explorar os lados do campo. No entanto, em um esquema mais ofensivo, como foi neste sábado, essa possibilidade de ficar próximo ao atacante faz com que o camisa 11 mostre suas principais virtudes distribuindo o jogo.

Quando está pela ponta, Marcos Paulo não só aparece menos nas jogadas como também cumpre função defensiva que lhe exige muito fisicamente. Não dá para dizer que o jovem seja lento, mas está longe de ser o velocista que o Fluminense muitas vezes precisa pelos lados.

Marcos Paulo é o segundo jogador que mais participa de gols no Fluminense nesta temporada, atrás apenas de Nenê. O entrosamento com Evanilson também ajuda. A dupla, como o próprio centroavante admitiu, já se entende pelo olhar no campo.

- Um belo passe do Marcos Paulo, né. Ele já vinha dando alguns nas outras partidas. Está entrosada a dupla. Agora tenho que pagar um jantar para ele. Conversei com ele, vou ter que pagar. Não só o de hoje, mas também dos outros jogos. Quando eu olho, ele já vira a cabeça e sei que preciso ir para o facão - afirmou Evanilson após o amistoso.