Em Brasília, Flamengo e Vasco se reúnem com Bolsonaro por volta do futebol

Goal.com

Enquanto no Brasil algumas pessoas têm diferentes visões sobre o fim do isolamento social e da reabertura gradual da economia, no Rio de Janeiro os clubes também têm visões opostas sobre o retorno do futebol e dos treinamentos.

Então, nesta terça-feira (19), Márcio Tannure, médico da equipe do Flamengo, Rodolfo Landim, presidente do rubro-negro e Alexandre Campello, presidente do Vasco, participaram de uma reunião em Brasília com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para discutir o futuro do futebol.

Na reunião, conforme apurado pela Goal , as partes conversaram sobre a  possibilidade de o Flamengo levar todo seu staff para treinar em Brasília, uma vez que o Estado e a prefeitura do Rio de Janeiro são contrários à volta dos treinos nesse momento - também existe a chance de que o lockdown seja decretado em território carioca. Além disso, houve um pedido para que o Ministério da Saúde crie um protocolo para a volta dos jogos.

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Tannure postou imagens do encontro em seu Instagram, mas o detalhe é que mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, ninguém estava usando máscaras. Ainda, em uma outra imagem é possível ver um grupo de mais de dez pessoas almoçando próximas umas às outras e garçons que também não usavam máscaras servindo o grupo de pessoas.

No encontro, Landim também presenteou Bolsonaro com uma camisa do rubro-negro. O presidente da República posou para fotos usando o novo presente.

Cabe destacar que no estado carioca, Flamengo e Vasco são dois dos maiores apoiadores do retorno dos treinos e do futebol de maneira geral, enquanto Botafogo e Fluminense são contrários a essa posição

O encontro entre Landim, Campello, Tannure e Bolsonaro, claro, rendeu diversas críticas aos envolvidos. Em primeiro lugar, pelo tema discutido no encontro, e em segundo, pelo fato de a reunião ter sido presencial e de ninguém estar usando máscaras.

Dirigente do Botafogo critica

Horas depois do encontro, Carlos Augusto Montenegro, presidente do Botafogo no título brasileiro de 1995 e atual membro do comitê de gestão do futebol, voltou a criticar a postura do Flamengo e Vasco em meio à pandemia da Covid-19.

Em entrevista ao Globoesporte.com, o dirigente usou palavras duras.

“Não tem justificativa para a volta do futebol. Estamos com um problema sério principalmente no Rio de Janeiro. No Brasil, estamos chegando perto de 1 mil pessoas (mortas) por dia. Todos os hospitais com problema. Não sei se as pessoas estão sendo irresponsáveis, homicidas ou se não estão regulando bem. O futebol não é atividade essencial”, disse.

“Os clubes têm que ser grandes dentro e fora de campo. É uma atitude de time pequenininho. Eles podem se tornar homicidas forçando uma barra dessas. Quem vai se responsabilizar se um atleta ou um funcionário passar para um membro da família, alguém em casa? Que protocolo é esse? As pessoas vêm treinar e, quando voltam, podem estar contaminadas”, completou.

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