Em alta no campo, Palmeiras vê Avanti atingir pior índice desde recriação

Jorge Nicola
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Programa de sócios-torcedores do Palmeiras conta hoje com 35 mil adimplentes (Cesar Greco/Palmeiras)
Programa de sócios-torcedores do Palmeiras conta hoje com 35 mil adimplentes (Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras pode ser, em uma semana, campeão da Libertadores e assegurar vaga no Mundial de Clubes da Fifa. Em fevereiro, ainda jogará a final da Copa do Brasil contra o Grêmio. Mas o sucesso dentro de campo não tem sido capaz de evitar os estragos da pandemia da Covid-19 pelo menos no que diz respeito ao Avanti, programa de sócios-torcedores alviverdes.

O Blog apurou que o Palmeiras conta atualmente com apenas 35 mil membros adimplentes - é o menor índice desde o fim do ano de 2013, quando o Avanti foi recriado, com o objetivo de se tornar uma fonte importante de receita para o clube.

E assim vinha sendo nas últimas temporadas. Em 2018 e 2019, por exemplo, o programa de sócios-torcedores arrecadou quase R$ 100 milhões - foram R$ 48 milhões em 2018 e R$ 46 milhões em 2019.

Mas, mesmo nas duas temporadas citadas, já havia queda no número de sócios pagando mensalidades em dia. O recorde alviverde foi registrado em 2016, com 127 mil membros. O aumento no preço do programa e algumas decepções em torneios de mata-mata acabaram, pouco a pouco, afastando os associados.

Tanto que o Verdão inicia 2020 com apenas 53 mil adimplentes. Com a pandemia, que impede a presença de torcedores no estádio desde março passado, a debandada se tornou ainda mais pesada.

E as consequências certamente virão na capacidade de arrecadação. É também por causa do Avanti que o Palmeiras estima ter perdido R$ 180 milhões somente em 2020. Os títulos da Copa do Brasil e da Libertadores, por outro lado, podem garantir a recuperação de parte importante desse dinheiro.