“Traumática”, eliminação que “dói na carne” vira lição para Liberta

O Campeonato Paulista não era a prioridade do Palmeiras na temporada, mas a eliminação deste sábado doeu nos jogadores e membros da comissão técnica palmeirense. Os alviverdes admitiram a tristeza, mas já focam na Copa Libertadores da América, principal objetivo no ano.

“Às vezes para aprender tem de doer na carne. E doeu. O choro do Dudu após o jogo, a tristeza de todos na comissão técnica, diretoria, e dos jogadores precisa servir de lição”, afirmou o técnico Eduardo Baptista, que relatou como estava o vestiário ao final do confronto.

“O vestiário estava muito triste, mas quando nos fechamos, alguns jogadores pediram a palavra e deram depoimentos importantes. Por isso acreditamos que houve essa maturação. A lição foi muito dura. Entramos devagar e fomos eliminados em Campinas. Eles sentiram isso. Bom que eles mesmos falaram”, completou o treinador do Verdão.

O Palmeiras volta suas atenções agora para a Copa Libertadores, e retorna a campo nesta quarta-feira, quando visita o Peñarol-URU, às 21h45 (de Brasília), no Estádio Campeón del Siglo, no Uruguai. O Verdão lidera o Grupo 5 do torneio sul-americano com sete pontos, um a mais que o Jorge Wilstermann-BOL. Já os rivais uruguaios tem três pontos, contra apenas um do Atlético Tucumán.

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“Eliminação é sempre algo traumático. Mas a gente pode colocar a cabeça num buraco e ficar se lamentando ou pensar no jogo de quarta, que será outra guerra, um duelo difícil, contra o Peñarol. Precisamos tirar lições e crescer como grupo. A gente viu que, em jogos eliminatórios, 20, 30 minutos podem fazer a diferença. Méritos da Ponte Preta e falha nossa, que deixamos a desejar no primeiro jogo”, disse o goleiro Fernando Prass.