Elenco principal do Botafogo estreia com a mesma espinha dorsal e o sonho de voos mais altos em 2023

Luís Castro estreia na temporada contra o Volta Redonda, pelo Carioca (Foto: Vitor Silva/Botafogo)


O sonho de todo treinador é ter sequência de trabalho e elenco qualificado para montar uma espinha dorsal que gere conquistas. Após seu primeiro ano de SAF, o Botafogo inicia 2023 com um projeto em andamento dentro e fora de campo. Luís Castro terá à disposição praticamente o mesmo time que montou com a última temporada em andamento, somados aos pontuais reforços que trouxe até aqui.

Com a chegada dos nomes da segunda janela de transferência, o Glorioso subiu de produção e disputou uma vaga na Copa Libertadores até a última rodada. Tiquinho Soares, Marçal, Eduardo e Adryelson trouxeram mais qualidade em cada setor e fizeram a equipe reagir. A aposta para o novo ano que se inicia é continuar o trabalho e ter mais entrosamento.

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Apesar do Estadual não ter mais o mesmo prestígio de antes, serve para manter viva a rivalidade, mostrar que a reconstrução segue seu curso e preparar o time para uma intensa temporada. A estreia com o time "B" foi longe do ideal e evidenciou que a estratégia de utilizar os dois elencos pode atrapalhar a campanha. Por outro lado, a equipe sub-23 é uma proposta de John Textor para abastecer os profissionais quando puderem.

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Logo no primeiro ano isso aconteceu. Jeffinho surgiu com um desconhecido e tomou conta de sua posição com personalidade. A proposta é que outros nomes surjam e fortaleçam o Botafogo sem precisar sempre ir ao mercado e fazer gastos excessivos. Atrelado a isso tem os meninos da base que mesmo com a eliminação na Copinha podem ter oportunidade de ingressar ao elenco.

O foco, portanto, é conquistar títulos, como o da Sul-Americana, e alçar voos ainda maiores dentro e fora de campo. Desse modo, as mudanças são notórias no ambiente e na parte estrutural de um clube que passou por sérias dificuldades financeiras e administrativas. A SAF deu uma injeção não só de investimento como de ânimo para um novo Botafogo.

- As mudanças são grandes. Todos os dias você vê o clube se transformando em algo ainda maior. Me apaixonei por esse clube e pelas pessoas. Imagina que se eu gostei de 2016, 2017, 2018 com muitos salários e problemas, hoje eu vejo um Botafogo crescer no dia a dia - disse Joel Carli, e em seguida completou:

- Quero que meu filho veja o Botafogo brigando por títulos internacionais, e eu acho que vai acontecer. É um processo. A estrutura tem que ser firme e os passos estão sendo dados. Ainda temos que ter um pouco de paciência. Acho que o Valentín vai ver muitos títulos do Botafogo - ressaltou.

Para o duelo desta quinta, Castro terá desfalques importantes. Dos contratados, Carlos Alberto e Marlon Freitas já estão inscritos e à disposição. Segovia, por sua vez, ainda não poderá estar em campo por causa de documentação pendente. Segundo o regulamento da Ferj, "somente poderão participar os atletas inscritos até o penúltimo dia útil que anteceder o início da respectiva rodada e cujo registro conste no BIRA, sem pendências, até o último dia útil que anteceder a respectiva partida".

Além do equatoriano, Gatito Fernández, Adryelson, Joel Carli, Kayque, Lucas Fernandes, Eduardo e Jeffinho também estão fora da partida. Todos seguem a recuperação por suas devidas lesões em diferentes estágios. O argentino renovou contrato com o Botafogo até junho e irá seguir na área administrativa quando pendurar as chuteiras.

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Agora, é mostrar em campo que o projeto está no caminho certo. Ser premiado pela manutenção de uma espinha dorsal com entrosamento e sintonia cada vez mais fortes. Para isso, fazer um Estadual competitivo é importante para chegar nas principais competições mais forte e pronto para as conquistas.