Elenco do Corinthians faz trabalho no CT variando corridas longas e curtas


Nesta quinta-feira pela manhã, os jogadores do elenco do Corinthians voltaram ao CT Joaquim Grava para mais um dia de avaliações físicas nesta retomada das atividades após mais de cem dias de inatividade por conta da pandemia de coronavírus. A novidade do dia foi o trabalho de corridas no gramado, enquanto Jô ficou na parte interna em testes biomecânicos com a fisioterapia.

Mantendo o distanciamento social, os atletas foram separados novamente nos campos 1, 3 e 4, e realizaram corridas longas intercaladas com tiros curtos. Vale lembrar que apenas 20 dos 28 jogadores do elenco participam desta etapa do trabalho, uma vez que os outros oito estão infectados pelo coronavírus e permanecem em isolamento doméstico pelo período de dez dias.

Estiveram no CT:
Boselli, Bruno Méndez, Camacho, Cantillo, Ederson, Everaldo, Fagner, Gabriel, Gil, Guilherme Castellani, Janderson, Jô, Luan, Lucas Piton, Matheus Davó, Michel Macedo, Pedro Henrique, Ramiro, Richard e Sidcley.

Recém-contratado pelo Timão, Jô foi o único que não foi ao gramado para as atividades desta quinta-feira. Isso porque o centroavante realizou testes na parte interna do CT, mais especificamente no Lab R9, laboratório de biomecânica para o tratamento e prevenção de lesões. A presença dele por lá se dá por uma prática comum aos atletas que chegaram recentemente.


Além disso, Jô não atua desde dezembro do ano passado, dessa forma há um cuidado maior para sua readaptação até colocá-lo junto aos companheiros. Após o trabalho, o atacante foi apresentado de forma virtual e respondeu perguntas em sua entrevista coletiva, algumas delas em relação ao seu estado físico neste retorno ao futebol depois de tanto tempo parado.

- Partida oficial eu não jogo desde 7 de dezembro, quando retornei para treinar tive uma pequena lesão no joelho que me tirou da pré-temporada. Me recuperei bem e, quando ia voltar a jogar, teve a pandemia. Procurei treinar sempre para manter a forma física. Óbvio que não é a mesma coisa de estar treinando no clube, mas o mundo inteiro parou por três ou quatro meses, acredito que não vou voltar tão longe do que todos estão. Lógico que alguns jogaram no ano, mas tiveram os três meses de pausa. Vou fazer os trabalhos para tentar voltar igual - comentou o camisa 77.

Jô contou com a ajuda de alguns amigos para se manter em forma durante esse período, tudo para tentar não ficar 100% parado. Agora, sob os cuidados do clube, ele será avaliado diariamente e acredita que sua condição não está longe de se equiparar com a de seus companheiros de elenco.

- Eu fiz bastante amigos no futebol, fisioterapeutas, e sempre procuro estar em contato com eles. Procurei fazer os trabalhos e não ficar 100% parado. A gente não tinha a definição do futebol e se eu voltaria para o Nagoya, mas procurei manter a minha forma de alguma maneira. Agora tem os testes, avaliações e aí sim vamos ter um parâmetro se está longe do que eles querem e dos outros jogadores, se está bem, se dá pra fazer a mesma coisa dos outros. Procurei me cuidar nesse tempo que fiquei em casa e acredito que não estou longe. Talvez esteja até no mesmo nível, as avaliações vão dizer - concluiu.

Enquanto isso, os jogadores afastados por terem sido diagnosticados com coronavírus seguem com os treinamentos dentro de suas casas, supervisionados pelo preparador físico Michel Huff. Todos estão assintomáticos e precisarão cumprir um isolamento de dez dias até ganharem anticorpos.

Nesta sexta-feira, acontece o último dia de avaliações deste período de retomada dos trabalhos. A atividade está marcada para as 9h, no CT Joaquim Grava. A partir do dia 1º de julho está previsto o retorno dos treinos em grupo e com bola, segundo o governo do estado de São Paulo. Até lá, jogadores, comissão técnica e funcionários devem passar por novos testes de COVID-19.










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