Eleições 2020: Ambulantes aproveitam novas regras eleitorais para trabalhar: 'olha a caneta'

Colaboradores Yahoo Notícias
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Vendedor de cantas em frente à seção eleitoral na Mooca, em São Paulo (Foto: Vinícius Custódio/Yahoo)
Vendedor de cantas em frente à seção eleitoral na Mooca, em São Paulo (Foto: Vinícius Custódio/Yahoo)

O vendedor de pano de pratos Anderson Antunes, 41, enxergou um oportunidade para trabalhar nestas eleições. Após ver uma reportagem sobre as novas regras válidas para o pleito deste ano, devido a pandemia do novo coronavírus, ele teve a ideia de vender canetas em frente às seções eleitorais de São Paulo.

“Eu comecei agora e já vendi duas canetas. A ideia veio depois de assistir uma reportagem na televisão dizendo que era obrigatório trazer sua própria caneta”, afirma ele, que vende as canetas ao valor de R$ 2 cada.

É solicitado aos eleitores que, quando possível, levem a própria caneta para assinatura do caderno de votação. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as seções também devem disponibilizar canetas higienizadas para os eleitores que precisarem.

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De acordo com o vendedor, parte do dinheiro da primeira parcela do auxílio emergencial foi usada para comprar os panos de prato que ele vende no dia a dia e, neste mês, as canetas para as eleições. Ele alega que as outras parcelas ainda não foram pagas pelo governo federal.

Por lei, o auxílio emergencial de R$ 600 destinado a trabalhadores informais e de baixa renda teria pagamento feito em três parcelas: a primeira em abril; a segunda, em maio e a terceira, em junho.

Em menos de 10 minutos, Antunes vendeu quatro canetas. Ele diz que ficara em frente à seção eleitoral até o término da votação.

Providências tomadas pela Justiça Eleitoral e outras orientações para eleitores, candidatos, mesários, técnicos de urna, servidores e demais colaboradores que atuarão no dia do pleito podem ser consultadas no Plano de Segurança Sanitária.

Eleições municipais em São Paulo

As Eleições 2020 movem praticamente todo país neste domingo. Por conta do coronavírus, essa tem sido uma eleição diferente, com horários estendidos e mais critérios de segurança sanitária.

Quase 9 milhões de paulistanos irão às urnas para escolher o novo prefeito e a nova composição da Câmara de Vereadores da capital paulista.

Uma questão que levanta muitas dúvidas ao longo processo é o famoso coeficiente eleitoral. Bem resumidamente, é a divisão do número de eleitores pelo número de vagas (nós explicamos com detalhes AQUI). Cada cidade, então, tem seu coeficiente eleitoral.

O município de São Paulo tem 8.986.687 eleitores aptos a votar nas Eleições 2020, e se a Câmara disponibilizou 55 cadeiras para vereadores, basta dividir 8.986.687 por 55, que resulta em 163.394 votos individuais.

Se você ainda não votou, leve de preferencialmente uma caneta própria para assinar o caderno dos mesários. E não se esqueça de conferir quais são os documentos necessários para votar. Por conta da pandemia, as urnas estão abertas das 7h às 17h (horários de Brasília).

Caso não esteja presente na cidade onde você está apto para votar, é possível justificar seu voto. Para saber como, siga nosso guia clicando AQUI. O segundo turno ocorrerá em dois domingos, no dia 29 de novembro de 2020.

O que faz um prefeito?

O Estado se divide em três poderes o Executivo, Legislativo e Judiciário, e o prefeito é o chefe do Poder Executivo. Ou seja, é responsabilidade do prefeito administrar a cidade que exerce suas funções. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um prefeito, CLIQUE AQUI.

O que faz um vereador?

Eleito por votos da população, o vereador que é um agente político, trabalha no Poder Legislativo da esfera municipal da federação brasileira. Lembrando que o Brasil é dividido em três grupos de poder: União, Estados e Municípios. Pode-se dizer que o vereador exerce um papel similar ao dos deputados e senadores fazem nas esferas Estados e União. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um vereador, CLIQUE AQUI.