'Ele tem que falar de esporte', diz Caio Ribeiro após críticas de Raí a Bolsonaro


O diretor de futebol do São Paulo e ex-jogador Raí se tornou um dos assuntos mais comentados nesta quinta-feira após participar do "Globo Esporte". O dirigente fez fortes críticas ao governo brasileiro e ao presidente Jair Bolsonaro, citando que ele deveria pedir renúncia "por estar no limite da irresponsabilidade".

Poucas horas depois, Caio Ribeiro repreendeu os comentários tecidos pelo ex-jogador. Durante o "Redação SporTV", o comentarista afirmou que não gostou do posicionamento de Raí, pois "ele tem que falar de esporte".

- Eu não gostei do discurso do Raí, porque ele falou muito pouco de esporte e falou muito sobre política. Ele, por mais que ele fale que é a opinião pessoal dele, ele hoje é o homem forte do São Paulo e as declarações e opiniões que ele emite respingam na instituição. Eu acho que ele tem que falar de esporte. Na hora que ele fala de renúncia, dos hospitais públicos e tudo isso, me parece que ele tem conotações políticas em relação a preferências - afirmou Caio.

O comunicador também elogiou a postura da CBF e das Federações em relação sobre as discussões, além de ressaltar a necessidade de ouvir outros interessados sobre o retorno do esporte, como a TV Globo e os presidentes dos clubes.

- Eu acho que a gente tem que ter cuidado com as nossas análises no seguinte sentido. Eu acho que é o momento da gente debater processos de trabalho, protocolos e conceitos. É a hora da gente sentar com os responsáveis pela saúde e traçarmos cenários. Então, me parece que a Federação Paulista, como a CBF, estão agindo de uma maneira muito responsável. Eu acho que você tem sim que sentar com os presidentes, eu acho que você tem que sentar com os interessados, como patrocinadores, TV Globo que tem os direitos (dos jogos), presidentes de clubes, departamentos médicos, ministro da saúde e estabelecer protocolos. E aí você vai olhando a curva. A curva começou a descer. Se for para voltarmos, de que maneira nós vamos voltar? Ah, vamos higienizar os vestiários, fazer treinamentos isolado com grupos separados - opinou.

O ex-jogador também ressaltou a importância da preservação do lado econômico com os efeitos da pandemia na discussão sobre o retorno dos esportes.

- Me parece que nesse momento, pelo menos o cronograma que foi feito até aqui era um mês de férias, vamos voltar no começo de maio e teremos uma reunião no final de abril para ver se esse calendário será mantido. Gente, está morrendo gente, a curva não achatou. Então tudo bem, vamos adiar mais um pouquinho, vamos esperar essa curva achatar. As notícias de ontem e hoje são muito ruins, continua e aumentou o número de mortos. Mas a gente precisa pensar em cenários e trazermos soluções. É isso que eu acho que isso tem que ser debatido. E eu acho que o lado financeiro, por mais cruel que pareça ser o que eu vou dizer, é muito preocupante também. Não é que você tenha que pôr em risco a saúde das pessoas, mas na hora que você não tem trabalho, salário, que você não tem como alimentar sua família, isso vai gerar desemprego, morte, assaltos e uma série de outras coisas - disse.

Por fim, Caio afirmou não acreditar na irresponsabilidade dos dirigentes sobre colocar a vida de seus atletas em risco. Além disso, o comentarista concordou que não é o momento do futebol ser retomado, mas afirmou que a vida da população precisará ser retomada em algum momento.

- O resumo que eu faço dessa situação: será que os nossos dirigentes são tão irresponsáveis assim a ponto de colocar a vida dos atletas em risco? Não me parece. O que me parece é que eles estão estudando algumas saídas, e tem que ser pautado em relação as pessoas que controlam os departamentos médicos, o ministro da saúde e estatísticas. E se tiver que adiar? Vamos adiar. E se tiver que adiar de novo, vamos adiar de novo. Só que conversando com muita gente, e eu tenho muitos médicos na minha família, a vacina só vem para o ano que vem. Uma hora a gente vai ter que retomar a vida. Com responsabilidade, ouvindo as pessoas competentes, mas a gente vai ter que retomar. Não é agora, vamos adiar mais um pouquinho - encerrou.














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