Educação financeira é liberdade: como dar o primeiro passo

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É preciso ter dedicação para ter liberdade financeira, mas o mais importante é começar (Getty Creative)
É preciso ter dedicação para ter liberdade financeira, mas o mais importante é começar (Getty Creative)

Quando o tema educação financeira surge em uma roda de conversas, ainda é comum que muitos torçam o nariz para encarar o assunto. Vislumbramos um futuro um pouco menos sombrio em que o tópico já não é mais tabu, mas  “controle”, “corte”, “privação” ainda são palavras associadas constantemente ao substantivo “Finanças”. Não é de hoje, no entanto, que educação financeira para mim, Gabriela Mosmann, virou sinônimo de liberdade. E isso não tem relação apenas com a minha vivência no mundo da Economia.

Se existe algo que pode trazer independência financeira, segurança e emancipação para que as pessoas consigam viver para o que realmente importa é o entendimento de como o dinheiro “funciona” e como ele pode trabalhar a seu favor. Não se trata de uma tarefa simples, é verdade, mas também não a julgo complicada. Alcançar a liberdade financeira diz mais sobre tempo e comprometimento do que necessariamente sobre complexidade. Costumamos dizer que cuidar do seu dinheiro e de seus investimentos é uma jornada, algo para se levar para a vida toda.

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E é por esse motivo que eu não sou adepta daqueles típicos clichês como o tal de “cortar o cafezinho”. Se eu gosto de café e isso me dá prazer, não faz sentido focar nessa economia para construir uma reserva. Já pensou cortar esse momento importante para você tendo em vista que investimento é algo de longo prazo?

Por outro lado, a jornada rumo à independência financeira, aquela que permite uma vida livre para as escolhas e que me permitiu, por exemplo, abrir mão de um emprego com bom salário para ir em busca de uma profissão com mais significado para mim, é marcada por outros vários clichês do “mundo das finanças pessoais”, como um passo a passo. Vou listar abaixo um pequeno guia do que acredito ser o caminho para uma boa e longa jornada da vida financeira.

Em primeiro lugar, é preciso se libertar das dívidas. É muito improvável que o rendimento de um investimento supere o valor de juros cobrados por um empréstimo, seja para um  banco ou para uma loja. Planeje-se para pagar o que deve. Uma ferramenta que pode auxiliar nesse processo é uma planilha de controle de gastos

Não está devendo? Ótimo!  O próximo estágio é começar a poupar. Sabemos que não é qualquer pessoa no Brasil que consegue economizar o desejável de 10% a 30% da sua renda, mas o importante é poupar algo. Se não dá para investir dinheiro, invista em capacitação para vislumbrar uma remuneração melhor no futuro.

O próximo estágio é a famosa “reserva de emergência”. Como o próprio nome já diz, é um valor que precisamos guardar em um local de fácil acesso em caso de imprevisto. O indicado é que a pessoa acumule o valor de pelo menos seis meses de seu custo mensal em um investimento de alta liquidez, ou seja, que possa ser resgatado imediatamente, sem perda.

Por último, começa o trabalho de alocação dos recursos nos investimentos. O ideal é começar com ativos mais conservadores, estudar, conhecer melhor o seu perfil e depois arriscar em opções de maior complexidade.

A ideia aqui é explorar esses passos com mais detalhes e auxiliar as pessoas a começar esse caminho. Como em qualquer jornada, o mais importante nós já demos: o primeiro passo.

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