Edson Barboza pede por título interino e revela como venceria revanche com Ferguson

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Aproveitando os últimos dias de suas férias ao lado de seus familiares em Nova Friburgo (RJ), sua cidade natal, Edson Barboza esbanja otimismo sobre seu próximo passo no Ultimate. Com sua vitória sobre Beneil Dariush no UFC Fortaleza, o brasileiro, que é o atual quinto colocado na divisão peso-leve (70 kg), credenciou-se como um dos postulantes ao título na categoria, o que lhe deu confiança necessária para pedir por uma disputa de cinturão.

No entanto, a categoria está momentaneamente travada, já que Conor McGregor, o campeão linear, está de férias negociando um duelo de boxe com Floyd Mayweather e não tem data oficial para retornar à ativa. Em virtude disso, durante conversa com a reportagem da Ag. Fight, Edson driblou a situação ao pedir pela oportunidade de disputar o título interino em uma revanche contra Tony Ferguson, atual segundo colocado do ranking que o finalizou em dezembro de 2015.

“Quero ter a oportunidade de luta contra alguém que está na minha frente no ranking ou lutar pelo cinturão interino. Não sei o que o UFC fará agora em relação ao Khabib, mas o Ferguson está aí para lutar. Ele quer lutar e eu também quero, então estou pronto para lutar contra o Ferguson. Seria ótimo, uma oportunidade de ter essa revanche contra ele está na minha mente agora”, analisou o brasileiro.

Apesar da confiança em pedir por uma nova oportunidade contra o americano, o primeiro duelo entre os dois não traz boas recordações para Edson. Isso porque, apesar de ter vencido o primeiro round, ele teve uma queda de rendimento no segundo assalto e acabou finalizado. Para ocasião, porém, o brasileiro relembra que não teve a oportunidade de fazer um camp completo, e é justamente isso que ele indica como diferencial em um futuro duelo contra Ferguson.

“O principal é que seria uma luta maneira. Na outra vez que lutei contra ele [Ferguson] foram só quatro semanas de treino. Não é desculpa, jamais, mas ele me acertou um chute ali que me abalou um pouco. Se eu tivesse a oportunidade de fazer um camp inteiro e lutar com ele cinco rounds tenho certeza que o resultado seria diferente. Se fosse pelo título seria melhor ainda. […] A única coisa que eu faria diferente [em uma revanche contra Ferguson] seria ter um camp inteiro, minhas nove ou dez semanas de treinamento. Acho que isso faria a diferença”, relatou.

Além de analisar seu futuro no Ultimate, Edson não escondeu a felicidade pela forma que conquistou sua última vitória. Especialista na trocação, ele foi surpreendido e dominado por Beneil Dariush logo no primeiro round, mas conseguiu reverter a situação na etapa seguinte ao aplicar uma joelhada voadora e nocautear o rival. De acordo com o brasileiro, o golpe, que rendeu um dos nocautes mais bonitos da temporada, fazia parte de seus planos para o combate.

“Eu treino muito a joelhada voadora, exatamente. Só que é um tipo de movimento que eu não faço muito nos treinos de sparring porque machuca. Mesmo se não acertar em cheio machuca, mas eu treino muito e nunca tinha jogado antes no UFC. Acho que na minha primeira luta de MMA eu nocauteei com uma joelhada voadora, mas depois disso acho que nem tentei dar uma joelhada pulando. […] Foi um movimento realmente treinado, apesar de também ter feito o movimento em outros camps, realmente foi um movimento treinado. Sabia que toda vez que ele dava o jab abaixava o nível e eu sabia que a cabeça dele estaria ali”, revelou o especialista no muay-thai.

Aos 31 anos, o carioca está embalado por uma sequência de vitórias sobre nomes de peso: Anthony Pettis, ex-campeão peso-leve, Gilbert Melendez e Beneil Dariush. E mesmo com a ascensão no ranking e a oportunidade de fazer lutas que gerariam quantias generosas em sua conta bancária, o brasileiro faz questão de garantir que o dinheiro não é uma de suas principais motivações no esporte. Para ele, as artes marciais são uma paixão, e no momento que não for mais assim a hora de pendurar as luvas terá chegado.

“Não [o dinheiro não me motiva], eu amo o que faço. Amo lutar, amo treinar e lógico que sei das minhas obrigações. Hoje tenho uma família, sou um filho e um pai que tenta fazer de tudo por quem amo, mas nunca subo ali pensando em dinheiro e sim em fazer o meu trabalho. Muito pelo contrário, eu pagava para lutar. A partir do momento que eu passar a lutar por dinheiro isso não fará mais sentido para mim”, completou.