E(L!)eições-SP - Bruno Covas: 'A volta do público terá de esperar a fase azul, dentro dos protocolos específicos'

Gabriel Santos*
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Atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, de 40 anos, do PSDB, tenta a reeleição para a Prefeitura da cidade, cargo que ocupa desde 2018, após a ida de João Doria para comandar o governo estadual. É formado em direito pela Universidade de São Paulo e em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Entre outros cargos, Covas foi deputado estadual, secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, presidente do Juventude do PSDB e deputado federal. Em 2015 foi sub-relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras e membro da Comissão Especial da Maioridade Penal. Em outubro de 2016 foi eleito vice-prefeito da cidade de São Paulo, na chapa de João Doria, assumindo a prefeitura em 6 de abril de 2018 em razão da renúncia do agora governador.

Bruno Covas é o sétimo entrevistado do LANCE! no especial de eleições municipais de São Paulo. As entrevistas com os candidatos começaram a ser publicadas no dia 30 de outubro e têm previsão para seguir até 12 de novembro. Para realizar a série, o L! enviou oito perguntas iguais para todos os concorrentes que vêm fazendo campanha a respeito dos seus projetos e desafios com os quais se depararão no esporte na capital paulista. A ordem de publicação será de acordo com o recebimento das respostas pelo L!.

Confira abaixo a entrevista com o atual prefeito de São Paulo e candidato do PSDB:

LANCE! - Por que deseja se candidatar à Prefeitura de São Paulo?
Bruno Covas
-Eu gosto de ser prefeito de São Paulo, me preparei para isso. Fui deputado estadual, deputado federal, secretário estadual de Meio Ambiente. Me formei em Direito e Economia Nestes últimos quatro anos, tenho trabalhado de forma incansável para que São Paulo seja a cidade de todos e de todas. Sou um homem público, um ser político e, desde 2018, tenho o privilégio de poder cuidar de 12 milhões de pessoas que vivem nesta cidade, que é uma nação. Escolhi a política porque me realizo na felicidade dos outros. Comemoro as conquistas obtidas por meio das transformações que conseguimos ofertar às pessoas e as melhorias que promovemos em suas vidas com o nosso trabalho. Essa é a vocação da minha vida e o que acredito ser o objetivo da política: lutar contra as injustiças, lutar a favor dos que mais precisam, lutar pela democracia, lutar pelas liberdades, lutar pelo bem, pela virtude e pela cidadania.

L! - Qual será a relevância do esporte em seu plano de governo? Haverá alguma preocupação que o desenvolvimento do setor nas categorias de base e de alto rendimento?
O esporte pode ser um instrumento poderoso se aliado a outras ações e políticas sociais. Para os mais jovens, pode representar a chance de uma vida melhor. Para os mais velhos, melhora a saúde física e mental. Não importa a idade, a classe econômica, o tipo de esporte praticado, o impacto da prática esportiva é sempre positivo. É missão da Prefeitura realizar e apoiar projetos e ações que incorporem atividades físicas aos hábitos de vida dos paulistanos. Em 2019 fizemos a maior edição da Virada Esportiva da história: foram mais de 2 mil atrações em mil pontos em todas as regiões da cidade.

L! - Qual será o critério para a escolha do seu secretário de esportes?
O critério para a escolha de todos os integrantes de nossa equipe de trabalho é o mesmo: conhecimento técnico da área e ficha limpa.

L! - Caso eleito, como lidará com os impactos da pandemia de Covid-19. Qual é o seu planejamento para assegurar que a população possa gradativamente retomar suas atividades físicas com segurança em relação aos índices do vírus?
O momento presente, de flexibilização controlada das medidas de isolamento e de reaquecimento gradual dos setores econômicos, fornece espaço e estímulo para a retomada de uma visão de longo prazo. Se a pandemia expõe, com grande crueldade, as fissuras sociais em nosso território, a visão da cidade que se deseja para os próximos anos deve perpassar a atuação de emergência e estar 100% focada em como mitigar danos diante de uma eventual nova onda do vírus ou de outras crises sanitárias. A oportunidade de corrigir erros históricos e tornar o espaço urbano verdadeiramente seguro para todos, e não apenas para uma parcela da população.

L! - Pensa em promover campanhas de incentivo para que as pessoas do "grupo de risco" façam exercícios físicos em suas residências?
Sim. Desde o início da pandemia foram usadas as redes sociais da Secretaria de Esportes com os professores para ensinar as pessoas a se exercitarem dentro de casa, com materiais que tivessem a disposição em suas casas para simular os aparelhos.

L! - A pandemia afetou sensivelmente a rotina dos grandes clubes da cidade. Acredita que a Prefeitura possa contribuir de alguma forma para que as agremiações se recuperem economicamente? Como?

A Prefeitura liberou a volta dos clubes sociais ainda em julho. Fizemos um trabalho intenso com as entidades representativas do setor, a Asesc e o Sindiclubes, o que permitiu que os clubes retomassem ainda que com restrições a algumas atividades. Os clubes municipais só agora estão voltando à rotina. O plano de governo de Bruno Covas prevê a concessão dos clubes municipais a organizações sociais, o que facilitaria novos investimentos e sua manutenção.

L! - Como pretende traçar o planejamento para a volta de público aos estádios e ginásios na cidade?
Esse é um dos setores que mais tem sofrido com a pandemia. Agora que a cidade chegou à fase verde os pequenos eventos serão liberados automaticamente. Um segundo grupo, de médio porte, precisará de autorização específica da Vigilância Sanitária. E os grandes eventos terão de esperar a fase azul. Tudo dentro de protocolos específicos. Setor que é importante na geração de emprego e renda e que é a cara de São Paulo. O que a gente tem aqui de gastronomia, esporte, cultura é um grande diferencial.

L! - Caso eleito, o autódromo de Interlagos seguirá sendo gerenciado pela Prefeitura ou haverá concessão à iniciativa privada?
Atualmente o edital para a concessão de Interlagos está suspenso por decisão do Tribunal de Contas do Município. Essa é a concorrência internacional, com maior oferta de outorga fixa do nosso plano de desestatização e prevê a reforma, gestão, manutenção, operação e exploração do Complexo, que conta com 900 mil m². A futura concessionária deverá realizar a modernização, recuperação, revisão e reconfiguração de todos os sistemas integrantes do autódromo, incluindo os sistemas elétrico, hidráulico, de esgotamento sanitário, drenagem, telecomunicações, tecnologia da informação e ar condicionado. Também estão previstas melhorias quanto à segurança, com a implantação de câmeras integradas a um Centro de Comando e Controle. Os investimentos chegam a cerca de R$ 466,4 milhões.

QUEM É ELE
Nome completo: Bruno Covas Lopes (PSDB)
Número na eleição: 45
Data e local de nascimento: 07/04/1980, Santos (SP)
Vice: Ricardo Nunes

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini