E(L!)eições-RJ - Paulo Messina: 'Vamos implementar a cultura da atividade esportiva na rotina do Rio'

Jonas Moura e Vinícius Faustini
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Dar condições para que o Rio de Janeiro volte a se posicionar como "a capital do esporte no Brasil" e fortalecer a relação entre o desporto e a escola são alguns dos planos de Paulo Messina para o setor. Candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Movimento Democrático Brasileiro, ele faz críticas à maneira como o poder público não soube gerir as instalações deixadas após os grandes eventos que a cidade sediou.

Décimo-segundo entrevistado do especial LANCE! sobre as eleições municipais, o vereador revela seu desejo de dar uma atenção maior às Vilas Olímpicas e também às instalações olímpicas. Além disto, reforça o desejo de construir um autódromo, tendo algumas áreas em mente.

Para realizar esta série, o L! enviou dez perguntas - idênticas, para todos os 14 concorrentes que vêm fazendo campanha - a respeito dos seus projetos e desafios que enfrentarão no esporte na Cidade Maravilhosa.

A publicação é diária e em ordem alfabética. Nesta quarta-feira, será a vez da candidata Renata Souza (PSOL) discorrer sobre a forma como lidará com os desafios do esporte no Rio de Janeiro.

LANCE!: Por que deseja se candidatar à Prefeitura do Rio de Janeiro?

Paulo Messina: Sou carioca, pai de família e casado. Sou professor, matemático e vereador há 12 anos da cidade do Rio de Janeiro. E o que me motivou a encarar esse desafio é que eu conheço cada canto dessa cidade. Eu sei o que sente e o que sofre o seu povo procurando atendimento na saúde e não conseguindo. Eu sei o que sente o carioca procurando emprego e não encontrando. Eu sei como o atendimento nas escolas públicas deixa a desejar para os nossos filhos (aliás, os meus filhos estudam na escola pública desde o 1º ano). Eu mereço ser prefeito porque estou preparado. Há 12 anos eu conheço o que tem que ser feito para colocar os serviços para funcionar, mesmo agora diante dos impactos da pandemia que a gente vai ter que superar. Por último, eu quero ser prefeito porque a minha campanha não tem rabo preso com ninguém. Nem com empresários e nem com acordos políticos. Eu quero ser prefeito e meu compromisso é com povo dessa cidade e com Deus.

L!: Qual será a relevância do esporte em seu plano de governo? Haverá alguma preocupação com o desenvolvimento do setor nas categorias de base e de alto rendimento?

A cidade do Rio de Janeiro sediou os dois maiores eventos esportivo do mundo nos últimos anos: os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. Possui três grandes estádios (Maracanã, Nilton Santos e São Januário), sem contar nas instalações olímpicas – subutilizadas. Concentra o comando no esporte no país com a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB). Além disto, quatro times de futebol de expressão nacional: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. A cidade possui ainda um exitoso histórico de ações sociais ligadas ao esporte como o Instituto Reação e a Vila Olímpica da Mangueira. No entanto, a cidade não possui a cadeia econômica do esporte bem estruturada. E ainda perdeu o autódromo e a Fórmula 1.


O Rio de Janeiro precisa se posicionar como a capital do esporte no Brasil. A ausência de uma política pública consistente e efetiva direcionada ao esporte deixa grandes vazios de ordem econômica e social. Para fazer o esporte no Rio voltar a ter o protagonismo que merece, é preciso estimular a vinda de eventos internacionais e nacionais, principalmente de esportes associados ao ecoturismo, esportes radicais e esportes eletrônicos e garantir a utilização e a manutenção do legado olímpico com projetos de esportes e de outra natureza.

Além disso, vamos implementar a cultura da atividade esportiva na rotina do carioca como prevenção e qualidade de vida e vamos fortalecer a relação entre esporte e escola em todas as fases. Nosso plano de governo prevê ainda a reforma as Vilas Olímpicas da Cidade e a remodelação do seu funcionamento.

L!: Qual será o critério para a escolha do seu secretário de esportes?

Nós abrimos mão de coligação com outros partidos para entrarmos na Prefeitura sem devermos nada a ninguém. Assim sendo, o critério para a escolha de todo o nosso secretariado será técnico, não haverá nomeação política.

L!: Caso eleito, o senhor lidará com os impactos da pandemia de Covid-19. Qual é o seu planejamento para assegurar que a população possa gradativamente retomar suas atividades físicas com segurança em relação aos índices do vírus?

Pretendemos realizar uma ampla campanha de vacinação em massa da população logo no início do ano, visando primeiramente cessar o avanço do número de óbitos na nossa cidade (que está proporcionalmente altíssimo, se comparado com outras capitais), garantindo assim consequentemente o retorno gradativo da presença de público nos eventos esportivos na cidade. É possível fazer. São Paulo já está prevendo campanha de vacinação para dezembro e nós vamos correr atrás disso o mais rápido possível também.

L!: Pensa em promover campanhas de incentivo para que as pessoas do "grupo de risco" façam exercícios físicos em suas residências?

Não pretendemos, pois entendemos que, desde que respeitados os protocolos, a prática de esportes ao ar livre é segura.

L!:A pandemia afetou sensivelmente a rotina dos grandes clubes cariocas. Acredita que a Prefeitura possa contribuir de alguma forma para que as agremiações se recuperem economicamente? Como?

A melhor forma de o poder público contribuir para a recuperação econômica dos clubes é garantido o retorno dos eventos esportivos em segurança.


L!: Como pretende traçar o planejamento para a volta de público aos estádios e ginásios na cidade?

Como disse acima, vamos promover uma ampla campanha de vacinação.

L!: Qual é a opinião do senhor sobre a construção de um autódromo no Floresta do Camboatá, considerada o último remanescente de Mata Atlântica em terras planas na cidade, para receber grandes eventos do automobilismo, como a Fórmula 1?

Sou a favor da construção de um novo autódromo no Rio, mas jamais sobre uma área de floresta. O autódromo seria bem-vindo em outra áreas, como na região das Vargens, Recreio e Guaratiba.

L!: Como o senhor avalia a gestão do legado olímpico? Se eleito, quais os planos para uso das instalações olímpicas que estão sob gestão da prefeitura, como a Arena Carioca 3 e o Parque Radical de Deodoro?

Precisamos estimular a utilização dos equipamentos do legado olímpico ao longo do ano, trazendo novos eventos para o calendário esportivo da cidade. Além disso, vamos promover maior integração entre as Vilas Olímpicas e os equipamentos do legado olímpico, democratizando a utilização dos mesmos.


L!: Qual deve ser o modelo de gestão do Maracanã e dos equipamentos esportivos no seu entorno?

O complexo esportivo do Maracanã está sob responsabilidade do governo do estado, e não cabe ao município interferir no modelo de gestão do equipamento.

BATE-BOLA

Pratica ou praticou algum esporte?

Jiu-Jitsu.

Time de coração: Vascão

Ídolo no esporte: Hélio Gracie

Qual é sua lembrança mais forte ligada ao esporte?

A atuação de gala do saudoso Dener, contra o Fluminense, naquele 4 a 1 da Taça Guanabara de 1994. Ele acabou com o jogo.

Qual legado pretende deixar à cidade do Rio de Janeiro na área do esporte?

Restabelecer o protagonismo do esporte da cidade nacionalmente.

QUEM É ELE

Nome completo: Paulo Santos Messina (MDB)
Data e local de nascimento: 18/10/1975 - Rio de Janeiro (RJ)
Vice: Sheila Barbosa (MDB)
Ocupação declarada: Vereador
Valor total em bens declarados: R$ 319.300,00