Duzão opina sobre duelo entre Patrick Mahomes e Tom Brady no Super Bowl LV

LANCE!
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Neste domingo (7),, acontece o Super Bowl LV, no Raymond James Stadium, em Tampa, na Flórida. E o time da casa, o Tampa Bay Buccaneers, terá a chance de vencer o maior evento esportivo dos EUA nos seus domínios. O desafio é enorme, encarando o atual campeão do Super Bowl, o Kansas City Chiefs. Esse é o décimo Super Bowl que o quarterback Tom Brady chegou.

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Será um clássico duelo de gerações com Brady de um lado, aos 43 anos, contra Patrick Mahomes, de 25, considerado um herdeiro natural do seis vezes vencedor do SuperBowl, em sua 10ª final. O trono de melhor da liga terá novo dono? Mahomes vai iniciar sua dinastia? As respostas serão reveladas na madrugada de domingo para segunda-feira. Mas ouvir quem vive o futebol americano em sua essência e ainda está dando passos firmes na NFL, pode nos dar uma boa noção do que o futuro reserva.

Para tanto, batemos um papo com Durval Queiroz Neto, também conhecido como Duzão. Ele é o primeiro brasileiro que disputou campeonatos no país a chegar a NFL. Atualmente, Duzão é offensive guard do Miami Dolphins, tendo passado as duas últimas temporadas no Practice Squad da equipe da Flórida. O jogador deu sua percepção sobre o Super Bowl, do esporte no Brasil e de como está sua mente para a próxima temporada. Veja abaixo a entrevista do Lance! com Duzão.

1-Você considera que o Super Bowl tem relevância para o legado de Tom Brady? E se houver uma derrota, colocaria de vez o Mahomes no caminho para superar o atual melhor da história da liga?
Eu acho que muito se conversa aqui fora, mas os dois jogadores nem pensam isso. O Tom Brady é um excelente jogador e colega de time. E tudo pra ele é sobre superação e continuar ganhando, E ele já provou que, depois dos 40 anos, ainda consegue produzir vitórias, o que é muito difícil na NFL, acredite. O Mahomes é um excelente quarterback, mas tem muito que conquistar ainda pra chegar perto do Brady, Ninguém pensa nisso, mas você conseguir vencer dois anos seguidos na NFL é muito difícil. É ainda mais difícil várias vezes seguidas... Todo ano o time se renova muito, então é difícil você conseguir a mesma sincronia na equipe.

2- Virando o lado da moeda. Caso os Chiefs sejam derrotados pelos Buccaneers, a desconfiança quanto ao potencial do Mahomes de ser tornar ser o “herdeiro” do Brady como estrela máxima da NFL pode aumentar?
Desconfiança nenhuma, ele vai ser um QB de sucesso com certeza. E se imaginarmos que ele tem 23 anos de idade, ele ainda terá 22 anos para realizar os feitos do Brady e passá-lo.

3- Comparando seu atual momento e com o período de dois anos treinando no Miami Dolphins, o quanto evoluiu no seu nível de jogo?
Evoluiu não só meu nível de jogo, pois tive que aprender a ser profissional da noite para o dia e até hoje estou nesse processo... Sendo amador no Brasil e caindo dentro da maior liga esportiva do mundo e ter que ficar ombro a ombro com os americanos. Eu tive que amadurecer, tive que trocar de posição e aprender o que eles levam anos nos EUA para aperfeiçoar e, aí sim, virar profissional. Eu tive que ficar esses dois anos aprendendo para estar pronto pra 2021.

4- Qual o caminho em que você acredita que o Brasil deve seguir para evolução no esporte e termos mais “Duzões” com oportunidades de jogar na NFL?
A visibilidade hoje não é o problema, pois se tiver um jogador bom aqui, acredite os scouts vão chegar, avaliar ele e seus vídeos de jogos. Mas o que tem que ser elevado no Brasil são as técnicas e diminuir a idade que os atletas começam a praticar o esporte aqui no país.

5- A modalidade no Brasil está ganhando força, com ligas bem estruturadas. Para ter mais adeptos e aceitação do público dos times nacionais, que tipo de estratégia precisa ser implantada?

Times que ainda não tem um planejamento “profissional” têm que buscar isso. Organizar-se e dar condições para os jogadores. E com isso atrair olhares de patrocinadores e fazer a coisa ter uma infraestrutura melhor em todo o processo. Mas sem dúvida nenhuma televisionar os jogos e fazer o brasileiro que ama assistir NFL também assistir o futebol americano que está (sendo jogado) no próprio país.