Dunshee responde à declaração de Bandeira: 'Por favor, pare com isso'


As declarações de Eduardo Bandeira de Mello sobre o caso do incêndio no Ninho do Urubu, que vitimou 10 jovens da base em fevereiro de 2019, não foram bem vistas pela atual diretoria rubro-negra. Rodrigo Dunshee, VP Geral e Jurídico, respondeu, nas redes sociais, que o ex-presidente deveria discutir o caso "apenas no processo criminal". Por fim, pediu para que ele "pare com isso".

- Numa semana em que tivemos a boa notícia de um acordo, vem o Eduardo fazer declarações infelizes e tentar fugir de algo que deveria discutir apenas no processo criminal. Essa exposição do clube é péssima. Por favor, pare com isso - publicou Dunshee em resposta à declaração de Eduardo Bandeira de Mello.

Convidado do "De casa com o LANCE!" desta terça-feira, o ex-presidente do Flamengo voltou a declarar que os alojamentos que atendiam ás divisões de base, no Ninho do Urubu, eram "perfeitamente adequados" e que "poderia perfeitamente deixar filhos e netos dormirem" lá.

- Os alojamentos não tinham nada de mais, eram alojamentos perfeitamentes adequados. Eu poderia perfeitamente deixar meus filhos e netos dormirem. São alojamentos que são equivalentes aos da Unidade de Pronto Atendimento da prefeitura e do estado, da sede da Rio 2016 e de vários hotéis pelo mundo. Até o alojamento do Corpo de Bombeiro é idêntico. Então, de vez em quando vem alguém que se precipita e diz “O alojamento dos meninos foi condenado pelos bombeiros”, e não foi, não tem condenação de bombeiro e nem de ninguém. Nem da prefeitura. O bombeiro não ia condenar um alojamento que ele próprio usa, igual, só a cor que é diferente.

Nesta semana, o Flamengo chegou a um acordo de indenização com a família de Bernardo Pisetta, de 14 anos, uma das 10 vítimas do incêndio no Ninho do Urubu em 8 de fevereiro de 2019. Os núcleos familiares de Gedson Santos, Áthila Paixão e Vitor Isaías também já acertaram com o clube esta questão, assim como o pai de Rykelmo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro, por sua vez, aguarda o retorno dos prazos processuais, paralisados por conta da pandemia do coronavírus, para apresentar a denúncia - a qual já está montada e os denunciados identificados.










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