Dirigentes do PSG estão irritados com médico da seleção que operou Neymar

EFE

Paris, 3 mar (EFE).- Dirigentes do Paris Saint-Germain ficaram irritados com as declarações do médicos da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, que operou neste sábado o atacante Neymar, conforme publica hoje o jornal esportivo "L'Équipe".

Na capital francesa, de acordo com a publicação, houve descontentamento com as declarações do médico, pois entendem que o ortopedista exagerou ao falar sobre a gravidade da lesão e também estipulou tempo de recuperação maior do que o necessário.

Na chegada ao Brasil, na última quinta-feira, Lasmar apontou que Neymar poderia voltar aos gramados em até três meses, o que, praticamente, representaria o fim da temporada europeia para o atacante, que estaria apto a atuar na Copa do Mundo.

O médico da seleção ainda na chegada no Aeroporto Internacional Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, falou que o jogador havia sofrido uma fratura, enquanto todos os relatórios do Paris Saint-Germain indicava uma fissura no quinto metatarso do pé direito.

Segundo o "L'Équipe", uma fonte do PSG apontou que a cúpula do clube considerou "escandalosa" a forma com que Lasmar se dirigiu aos jornalistas no desembarque no país.

"Esperou chegar no Brasil, para falar e enganar o Paris Saint-Germain, que havia confiado nele. Neymar sofreu uma fissura, sem deslocamento e incompleta, ou seja, que uma parte do osso não está quebrado", afirma a fonte.

Internamente, se diz no PSG, segundo o jornal francês, que Lasmar não é nenhum especialista em cirurgia. Além disso, é tratado com estranhamento a pressa para operar o jogador.

Neymar foi passou por intervenção na manhã desta sábado, no hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. O experiente médico francês Gerard Saillant, que operou Ronaldo, em abril de 2000, foi enviado pelo Paris Saint-Germain, para acompanhar o procedimento. EFE


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