Zidane nega má fase no Real: "A palavra crise não existe no futebol"

Madri, 3 mar (EFE).- Após três exibições que geraram críticas nas últimas rodadas do Campeonato Espanhol, nas quais conquistou quatro pontos de nove possíveis, o técnico Zinedine Zidane negou nesta sexta-feira que o Real Madrid está em crise e garantiu estar confiante em uma reação do time nos próximos jogos.

"Quando não se faz o jogo adequado e o resultado não é o esperado, há sempre negatividade neste clube. Mas nós somos positivos, pensamos apenas no que podemos fazer de melhor. Há muita negatividade ao redor da equipe e do clube. Isso sempre vai acontecer, e já sabemos" declarou o técnico em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

"Estou acostumado a isso. A palavra crise não existe no futebol, porque sempre se tem a possibilidade, a cada três dias, de voltar a fazer as coisas melhor", acrescentou.

No último dia 22, o Real perdeu para o Valencia por 2 a 1, em jogo atrasado pelo Espanhol. Quatro dias depois, no último domingo, perdia para o Villarreal por 2 a 0 e buscou uma vitória de virada por 3 a 2. Nesta quarta, perdia para o Las Palmas até os minutos finais, mas arrancou um empate. Zidane acredita que contra o Eibar, neste sábado, o time jogará melhor.

"Esperamos fazer um bom jogo e 90 minutos bons. Sabemos as dificuldades que vamos ter neste campo difícil", comentou 'Zizou' em relação à visita ao Estádio Municipal de Ipurua.

"Não é o melhor momento da temporada, com os três últimos jogos que fizemos, mas são momentos que acontecem, e com tranquilidade e trabalhando vamos jogar melhor", completou.

Nessas últimas partidas, o treinador francês fez bastantes alterações na equipe, algumas por lesão e outras por escolha própria. Zidane justificou sua estratégia.

"Não podemos tropeçar se quisermos vencer o campeonato, mas meu discurso não mudou. Precisamos revezar os jogadores por termos partidas a cada três dias. Outros treinadores não veem as coisas assim, e eu os respeito, mas, para mim, os 24 são muito bons, e não vou prescindir de ninguém", argumentou. EFE