Duílio diz que discordância sobre o protocolo do coronavírus resultou na demissão de médico do Corinthians

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O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, explicou a divergência que teve com o médico Ivan Grava, que teve seu pedido de demissão oficializado neste domingo pelo clube. De acordo com o dirigente, houve discordância em relação ao tempo de retorno dos jogadores que foram contaminados pelo coronavírus.

- Não existe nenhum problema de descumprimento de protocolo. Essa conversa não existiu. Existe o protocolo que o Corinthians segue há um ano, protocolo usado pela OMS (Organização Mundial de Saúde): sintomas leve ou sem sintomas podem voltar em dez dias. No treino, eles são avaliados e voltam. Com sintomas de internação, (voltam) em 15 dias. O Corinthians se baseia em ciência. O período máximo de já jogar é dez dias após infecção. Foi uma discordância de tempo de retorno entre o Corinthians e o Ivan. Todo o corpo médico conversou sobre as razões do protocolo com tempo maior. Não foi o presidente. O que existe é um corpo médico. Ficou resolvido que voltariam antes do previsto pelo Ivan. Ele se sentiu desautorizado e pediu demissão. Ninguém descumpriu protocolo - afirmou o presidente.

Duílio fez um pronunciamento após a vitória do Corinthians sobre o São Caetano por 1 a 0, na noite deste domingo, no Anacleto Campanella. À tarde, o clube já havia divulgado comunicado informado a saída de Ivan Grava, que é filho do consultor médico do Timão, Joaquim Grava, e trabalhava no departamento médico alvinegro desde 2014.

Com a saída de Ivan Grava, o médico Michel Youseff Muniz Domingos, que estava nas categorias de base, se juntará ao departamento elenco profissional ao lado da doutora Ana Carolina Râmos e Corte.

O Corinthians ainda informou que o médico Eures Soncini Facci, que coordena o departamento na base, integrará o setor do futebol profissional por tempo indeterminado, enquanto o doutor Júlio Stancati se recupera do coronavírus.