Edu Dracena abre o jogo sobre Luxemburgo, Palmeiras de 2019, ascensão de Verón e processos de atletas na Justiça

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Edu Dracena virou assessor técnico do Palmeiras, após deixar os gramados. Foto: Bruno Ulivieri/AGIF
Edu Dracena virou assessor técnico do Palmeiras, após deixar os gramados. Foto: Bruno Ulivieri/AGIF

Dos campos para os gabinetes e vestiários, numa relação diferente com atletas e comissão técnica. Este é o papel de Edu Dracena, hoje assessor técnico do Palmeiras. O ex-zagueiro pendurou as chuteiras no final de 2019 e agora integra o departamento de futebol.

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Em entrevista exclusiva ao blog, Dracena falou sobre os novos desafios, elogiou Luxemburgo e previu a ascensão rápida de Gabriel Verón no elenco profissional.

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Nesta nova função, você participa de reuniões sobre contratações de jogadores?

Quem contrata é o presidente, junto com Anderson Barros, Cícero Souza e Vanderlei. Eles indicam e dão aval. Eles pedem minha opinião sobre alguém que já atuou comigo ou jogou contra. Estou ali para ajudar. Agora, está tudo parado. Não estamos contratando ninguém, mas existem algumas coisas mais para frente. Estamos aguardando a pandemia passar para seguir nossa caminhada.

Luxemburgo ainda é um técnico moderno, sem valorizar apenas o passado?

É possível dizer isso. Lógico que futebol não é da maneira que a gente imagina, pode ser que não conquiste títulos. Vejo o Vanderlei hoje como o técnico do Cruzeiro de 2003. Motivado, querendo muito mostrar seu valor. No dia a dia, o vejo da mesma forma como em 2003. Um dos primeiros a chegar, sempre preocupado com os atletas. Está mais calmo, tem um estudioso como o Maurício Copertino ao seu lado. Ele respira futebol.

Felipe Melo está indo bem como zagueiro?

Muito bem. Está me surpreendendo. Pensei que ele teria um pouco de dificuldade na adaptação, mas ele está se saindo muito bem com força física, tempo de bola ofensiva e defensiva, saída de bola muito boa no passe curto e longo. Como ele jogava de volante, saía mais na caça. agora é mais posicionado e está indo muito bem.

O que você acha do Gabriel Verón e como lidar com a molecada que sobe da base?

Eu acho que ele será uma das jóias do Palmeiras. Lógico que precisa ser lapidado. A gente tem que ter calma. É um menino de 17 anos, com um potencial muito grande. Jogador rápido, de explosão, difícil de pegá-lo na corrida. Vejo ele no mesmo caminho do Gabriel Jesus. Moleque centrado, quieto, na dele. Vejo que tem uma família por trás, conduzindo a carreira, orientando para treinar. Vejo um caminho bem promissor e cabe a ele ouvir e colocar em prática, com um grande treinador ao lado dele, que gosta muito dele. Vanderlei o escalou algumas vezes, sem queimar etapas. Verón será muito importante para o clube. Com relação aos jovens, é um desafio porque tem que entender a maneira como eles reagem durante uma conversa. Cabe ao atleta saber escutar e ver o que é melhor para si. Quem não quer, vai ficar para trás. Estamos ali para orientá-los e para que todos foquem no que será melhor no futuro.

Por que o Palmeiras caiu tanto de produção em 2019, após liderar o Brasileiro?

Até é difícil falar. Estava tão tranquilo que até a parada do meio do ano fomos muito bem, com todo mundo jogando. Quando retornamos, empatamos muito, o Flamengo encostou e passou. Felipão escalou só 11 jogadores, algo que não tinha feito antes. De repente, as coisas não andaram como imaginávamos e acabamos perdendo o campeonato. Poderíamos ter disputado até o último momento, mas pelos resultados, trocas e a vantagem do Flamengo, não deu. Tem vários aspectos para ganhar ou perder. Há coisas que devem ficar em particular. Mas quando você só prioriza 11 jogadores, num grupo como o Palmeiras, é complicado para lidar com o ego, a vontade dos jogadores. O ambiente é 70, 80%, o resto é o trabalho técnico.

Como você vê as cobranças judiciais de atletas por domingos trabalhados e horas extras?

Não tiro a razão dos jogadores que estão entrando como Paulo André e Maicon. É justo, mas é imoral? Vou falar por mim. Não gosto e não gostaria de fazer isso, até porquê vejo que saí pela porta da frente em todos os clubes. Entendo o que eles fazem, saindo magoados dos clubes, mas quem paga é o clube e não alguém que os dispensou, da maneira como eles gostariam de ser tratados. Não condeno, mas eu nunca fiz e não faria isso. O clube vai ficar e as pessoas vão passar.

Alguma previsão de retorno do futebol?

Está tudo parado. Falei com o presidente, sexta-feira passada. Ele está aguardando as determinações das autoridades de saúde para voltar. O Palmeiras não será irresponsável e retornar antes sem esse aval. Presidente deixou claro que a prioridade é cuidar da saúde dos atletas para depois pensar no futebol. Hoje, não temos nada e estamos cuidando dos nossos entes queridos. O esporte tem que dar exemplo para voltar à normalidade, quando possível.

Cruzeiro de 2003 ou Santos de 2010?

Que briga boa (risos)! Cruzeiro fez 100 pontos, mais de 100 gols. Briga de cachorro grande. Seria injusto eu escolher porque os dois marcaram época, história em determinado momento. Vejo até hoje alguns programas de TV colocando esses times como os melhores do século. Difícil escolher, ficarei em cima do muro!

Como zagueiro do Palmeiras, Edu Dracena ganhou dois campeonatos brasileiros em quatro anos de clube. Ainda foi campeão por Cruzeiro, Santos e Corinthians. Está próximo de completar 39 anos.

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