Douglas Souza relata homofobia em aeroporto em Amsterdã: 'É importante a gente falar que isso existe'

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Douglas Souza no retorno ao Brasil após as Olimpíadas de Tóquio (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Douglas Souza no retorno ao Brasil após as Olimpíadas de Tóquio (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

Campeão olímpico em 2016 e fenômeno das redes sociais em 2020, Douglas Souza relevou ter sido vítima de homofobia no Aeroporto de Amsterdã, na Holanda, enquanto se dirigia para a Itália, onde atuará pelo Vibo Valentia na próxima temporada do vôlei.

Após citar o incidente nas redes sociais na noite de terça (7), ele deu mais detalhes em vídeos postados nesta quarta (8). De acordo com o atleta, tudo estava indo bem enquanto ele falava que era atleta de vôlei, mas que o comportamento do agente de segurança mudou quando viu que o jogador estava acompanhado do namoro, Gabi, e que tinha um documento de união estável.

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"Quando eu disse que era meu namorado, a fisionomia dele mudou, e o comportamento também. Ele chamou um cara no telefone e nos levaram para um outro lugar ali do lado, onde tinham umas outras 20 pessoas. Nos largaram lá por umas seis horas sem dar nenhuma explicação", contou o atleta. "Eu até fui falar que poderia passar o telefone do clube para que explicassem a situação. Até que bateram na tecla de novo de quem era o Gabriel, e eles não entendiam o que era 'namorado', entendiam apenas 'companheiro'."

Douglas e Gabi foram liberados apenas por volta de 23h, quando o aeroporto já não contava com mais nenhum voo para Roma. Os dois dormiram no próprio local até as 7h do dia seguinte, quando puderam pegaram o primeiro voo do dia para a capital italiana, antes de seguir para Vibo.

"A gente se sentiu fragilizado, não tinha o que fazer contra a polícia. Se eu estivesse a turismo, tinha pedido para voltar para casa. Passei 15 horas no aeroporto, deveriam tem sido umas três. Não achei essa situação normal, foi uma situação muito constrangedora. É importante a gente falar que isso existe, é importante a gente ter voz e expor esse tipo de situação. A gente tem que lutar contra isso", disse Douglas. 

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