Dorival teme Luxemburgo, mas Santos está de olho mesmo é em Levir Culpi

SAMIR CARVALHO

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A semana será decisiva para o técnico Dorival Júnior. O treinador do Santos sofre pressão na Vila Belmiro e corre risco até de demissão caso a equipe seja derrotada na estreia da Copa Libertadores da América, diante do Sporting Cristal, nesta quinta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Peru.

A reportagem apurou que a diretoria do Santos já conversa sobre um provável substituto. Apesar do temor de Dorival em relação ao técnico Vanderlei Luxemburgo, que possui muitos amigos no clube, a cúpula alvinegra está de olho mesmo é no técnico Levir Culpi, também desempregado.

O treinador ainda não foi procurado pelos dirigentes santistas, mas é o primeiro nome da lista caso Dorival saia.

O nome de Vanderlei Luxemburgo também agrada muita gente no clube, mas Modesto Roma sabe que o ex-presidente Marcelo Teixeira perdeu a eleição de 2009, principalmente por apostar em Luxemburgo no lugar de Vagner Mancini na ocasião. O atual mandatário concorre à reeleição em dezembro deste ano.

Outro nome que agrada é o de Claudinei Oliveira, revelado pelo próprio clube e que hoje está no Avaí. No entanto, a maioria acredita que Levir seria a melhor opção, pois o Santos precisaria de um treinador mais experiente para a sequência da Libertadores.

O trabalho de Dorival é questionado por grande parte da diretoria santista, mas é bancado por Modesto Roma. O mandatário já prometeu publicamente que manterá o treinador pelo menos até o fim de seu mandato, em dezembro deste ano.

No entanto, os resultados do Santos nesta temporada podem fazer o dirigente mudar de ideia. Nos últimos cinco jogos, foram três derrotas, um empate e apenas uma vitória.

Além disso, parte da cúpula santista acredita que Dorival Júnior está perdendo o comando do elenco. O afastamento do meia Vecchio e a demora para inscrever o zagueiro Noguera no Campeonato Paulista colaboraram para a insatisfação do elenco.

A demora na utilização dos novos reforços –casos de Cleber, Bruno Henrique, Kayke e Matheus Ribeiro (este último ainda não estreou)– também é questionada pela diretoria e até por jogadores.