Doria recua e decide vetar a Copa América em SP

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 27.05.2021 - O governador de São Paulo, João Doria. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 27.05.2021 - O governador de São Paulo, João Doria. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou atrás e decidiu vetar a realização de jogos da Copa América no estado.

Ele tinha admitido a possibilidade de o torneio acontecer no estado, desde que os protocolos do Plano São Paulo, de combate à Covid-19, fossem seguidos.

Depois de conversar com médicos e cientistas do centro de contingência que o auxilia no assunto, no entanto, Doria decidiu pelo veto.

Os cientistas apontaram que a realização do evento representaria uma má sinalização de arrefecimento no controle da transmissão do novo coronavírus, que deveria seguir sendo a prioridade absoluta do governo de SP.

Ele já comunicou a decisão ao secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, Walter Feldman, pedindo que ele busque alternativas para a realização da Copa América fora do Estado de São Paulo.

Já o presidente Jair Bolsonaro confirmou na tarde desta terça-feira (1º) que o Brasil sediará a Copa América 2021.

No evento de assinatura do contrato de transferência de tecnologia da vacina para Covid-19 entre a AstraZeneca e o governo federal, Bolsonaro anunciou que já recebeu anuência de quatro estados para receber os jogos: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás. Um quinto estado teria confirmado depois, e Bolsonaro não revelou qual.

Bolsonaro disse ter sido procurado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na segunda-feira (31) e, como o país está sediando outros campeonatos "sem problema nenhum", ouviu ministros e não se opôs a receber a competição.

"Seguindo os mesmos protocolos, o Brasil sediará a Copa América", disse Bolsonaro.

O torneio seria realizado na Colômbia, mas foi retirado de lá pela crise social que o país atravessa. A Argentina, por sua vez, também se recusou a abrigar o evento, por enfrentar também uma crise sanitária causada pela Covid-19.​

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