Doria reconhece, pela primeira vez, que São Paulo vive 2ª onda da Covid-19 e projeta um 2021 "difícil"

Redação Notícias
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SAO PAULO, BRAZIL - NOVEMBER 19: Governor of Sao Paulo Joao Doria looks on during a press conference to give updates about the development of the vaccine Coronavac of Chinese laboratory Sinovac Biotech at Palacio Bandeirantes on November 19, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The batch with the first 120,000 doses of the CoronaVac vaccine arrived in Sao Paulo today. The material imported from China is being developed by the Chinese laboratory Sinovac, in partnership with the Butantan Institute. CoronaVac is one of four candidates for the vaccine against coronavirus that are being tested in Brazil, but has not yet had authorization from the National Health Surveillance Agency (Anvisa) to be applied in Brazil. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Doria reconheceu 2ª onda em São Paulo e afirmou que 2021 poderá ser pior que o esperado no combate à Covid-19. (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reconheceu que o estado passa por uma segunda onda de Covid-19. Doria disse também que o ano de 2021 será mais difícil do que o esperado em outubro do ano passado, quando a pandemia do novo coronavírus dava sinais de estar enfraquecendo.

“Tenho que fazer um alerta e um apelo. Alerta é a circunstância de segunda onda da Covid-19, que chegou ao Brasil e mundo. Não tínhamos essa expectativa até outubro, mas São Paulo, Brasil e 215 países lamentavelmente estão vivendo a segunda onda deste vírus”, afirmou, em em reunião virtual com prefeitos, na manhã desta quarta-feira (6).

Nos meses de novembro, quando os dados já indicavam um crescimento expressivo no número de casos, internações e de mortes, as autoridades paulistas negavam a existência de uma 2ª onda da Covid-19.

Entre as declarações destacadas na ocasião, estão a do infectologista David Uip — “falando como David Uip e não em nome do centro de contingência, é que não há uma segunda onda, e sim uma continuidade da primeira onda — e do prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB) — “estamos em um momento de estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo”.

O tucano também cobrou “compaixão” aos prefeitos e estimou que 2021 deve ser um ano pior do que se esperava, por exemplo, em outubro do ano passado.

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“É preciso que compaixão de prefeitos e membros do governo seja colocado como prioridade. Essa prioridade eu peço que exercitem nos seus mandatos. Teremos ano difícil, muito mais difícil do que imaginávamos até outubro passado. Mas vai passar, se tivermos capacidade de agir com princípio de defesa a vida”.

Os casos de Covid-19 aumentaram em 68% em São Paulo durante o mês de dezembro. Os hospitais particulares de São Paulo têm registrado ocupação acima de 90% nos últimos dias em decorrência do aumento de internações.

“700 pessoas perdem a vida por covid todo dia (no Brasil). São 4 aviões lotados todos os dias. Isso não é banal. É triste, trágico. Em São Paulo perdemos 100 vidas em um único dia. Isso não deve passar pela nossa visão, pela nossa leitura, imaginando que faz parte do cotidiano”, completou o governador.

O governo também voltou a garantir que o estado de São Paulo começará a vacinar a população contra o novo coronavírus a partir de 25 de janeiro.