Dono do Phoenix Suns é acusado de racismo, misoginia e cultura tóxica

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LOS ANGELES, CALIFORNIA - JUNE 30: Owner Robert Sarver stands with the Western Conference Championship trophy after the Suns beat the LA Clippers to win the series in Game Six of the Western Conference Finals at Staples Center on June 30, 2021 in Los Angeles, California. The Suns beat the Clippers to advance to the NBA Finals. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement. (Photo by Harry How/Getty Images)
Robert Sarver e a taça da Conferência Oeste após o Suns bater o LA Clippers. Foto: (Harry How/Getty Images)

O proprietário da franquia da NBA Phoenix Suns, Robert Sarver, supostamente, utilizou linguagem racista e misógina com os funcionários dos Suns e promoveu um "local de trabalho tóxico e, por vezes, hostil" durante seu mandato de 17 anos, conforme publicação do jornalista Baxter Holmes, da ESPN dos Estados Unidos.

De acordo com a reportagem, mais de 70 funcionários, entre atuais e que passaram por lá, acusaram Sarver de inúmeros crimes, incluindo o uso de linguagem racista e conversas de cunho sexual em seus escritórios, além de intromissão nas decisões de quadra.

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A NBA deve abrir uma investigação sobre Sarver e as inúmeras acusações que foram feitas contra ele. 

O ex-treinador Earl Watson relatou uma ocasião em que Robert Sarver usou a "palavra com N" inúmeras vezes perguntando as razões para que jogadores negros como Draymond Green poderiam usá-la e ele, homem branco, não. O dono da franquia nega o incidente citado por Watson e ter usado a palavra em outros momentos, o que é refutado por antigos e atuais funcionários.

Um ex-executivo dos Suns citou uma reunião em que Sarver havia distribuído uma foto de sua esposa vestindo um biquíni dos Suns. O proprietário confirma a história, mas justifica que seria para mostrar aos responsáveis pelo merchandising como o biquíni era.

Outros funcionários o acusam, também, de usar linguagem sexual inadequada e discutir sua vida sexual durante as reuniões, até mesmo mencionando o tamanho dos preservativos que ele usa. Sarver, em outra oportunidade, teria supostamente tentado demitir uma funcionária durante a temporada 2008-2009 porque ela estava amamentando e precisaria ficar em casa com seu recém-nascido. Ele nega.

PHOENIX, AZ - DECEMBER 06:  Owner Robert Sarver of the Phoenix Suns cheers during the NBA game against the Dallas Mavericks at US Airways Center on December 6, 2012 in Phoenix, Arizona. The Mavericks defeated the Suns 97-94.  NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement.  (Photo by Christian Petersen/Getty Images)
Robert Sarver à beira da quadra dos Suns em dezembro de 2012. Foto: (Christian Petersen/Getty Images)

Embora as supostas ações de Sarver tenham afetado vários funcionários, funcionários atuais e antigos disseram à ESPN que a "toxicidade no local de trabalho" da organização também era culpa da equipe executiva da Suns.

Dois funcionários acusaram um executivo branco de chamar repetidamente um funcionário negro de "Carlton", um personagem de "O Maluco no Pedaço", e pedir-lhe para fazer a famosa dança Carlton, apesar de ele ter pedido várias vezes para parar. Quando contatado pela ESPN, o executivo não negou que tenha feito essas coisas, mas negou que lhe disseram para parar, dizendo que o relacionamento deles era "jovial".

Uma funcionária que, supostamente, havia sido agredida fisicamente por um colega de trabalho disse à ESPN que procurou o RH em busca de ajuda, já que a mesa dele ficava ao lado da dela. A solução foi mover sua mesa para que ela ficasse a 3 metros de distância dele. Ela disse que, até onde sabe, os Suns nunca conduziram uma investigação.

Outra funcionária relatou que um ex-vice-presidente do Suns, certa vez, perguntou a ela sobre sua história sexual com outros funcionários, até mesmo perguntando sobre a genitália de um funcionário específico. Este executivo negou ter feito as perguntas.

Algumas funcionárias descreveram testemunhar ouvir executivos fazerem comentários sexistas e degradantes sobre mulheres durante as reuniões, além de não se sentirem valorizadas pela organização.

O suposto ambiente de trabalho tóxico fez com que várias funcionárias procurassem tratamento de saúde mental.

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