Dono da DIS fala em suborno e chama pai de Neymar de “vagabundo”

Depois de conceder uma entrevista coletiva polêmica na última quarta-feira, o empresário Delcir Sonda voltou a soltar o verbo contra Neymar. Após ligar o nome do jogador a um ato ilegal, o dono da empresa DIS, que detinha 40% do passe do atacante, revelou que o atleta teria dito “sim” ao Real Madrid, porém acabou acertando com o Barça porque seu pai teria sido subordinado por Sandro Rosell, presidente do Barça na época.

“O primeiro clube a mostrar interesse em Neymar foi o Real Madrid. E Neymar disse que sim. Até fez os exames médicos numa clínica de um amigo meu. Estavam dispostos a pagar os 65 milhões da cláusula, inclusivamente mais 10 milhões”, revelou em entrevista ao diário espanhol AS. “Para ser claro: Sandro Rosell subornou o pai de Neymar. Esse é o delito de corrupção entre particulares que o acusamos”, afirmou o empresário.

Ainda sobre o pai do jogador, Delcir foi duro nas palavras. “Desde o início, seu pai exerceu uma má influência sobre ele. O pai de Neymar é como dizemos no Brasil um vagabundo. Um picareta que graças ao seu filho tornou-se rico durante a noite. A avareza desse homem vai levá-lo para o mal caminho.Desde o início ele se aproveitou de Neymar”, disse.

Questionado se um dia ele perdoaria Neymar, Delcir respondeu: “A Neymar pode ser, seu pai, nunca”.

Entenda o caso Neymar x DIS

Capitaneado pelo empresário Delcir Sonda, o grupo de investidores DIS adquiriu 40% dos direitos econômicos de Neymar quando ele ainda tinha apenas 17 anos. Apostando no futuro do jogador, a empresa esperava receber uma boa quantia com uma possível transação, porém, ela alega ter sido passada para trás pela família do ex-santista com a omissão de parte do valor da transferência.

Exigindo participação nos outros 40 milhões de euros recebidos pela empresa do pai de Neymar, a N&N Sports, entendendo que este valor faz parte da negociação, o Grupo DIS espera ganhar a causa na justiça, mas alega que a questão financeira está em segundo plano.

Já o pai de Neymar aponta que os 40 milhões pagos pelo Barcelona à sua empresa correspondem a uma multa por inadimplência contratual gerada pelo Barcelona ao antecipar a negociação de Neymar com o Santos. O clube blaugrana havia acertado a prioridade de compra do brasileiro a partir de 2014, porém levou o jogador um ano antes. Os fiscos espanhóis e brasileiros interpretaram a quantia como salário.