Dono da Crefisa admite que poderia pagar menos ao Palmeiras, mas diz: 'Vale a pena'

José Roberto Lamacchia diz saber que suas empresas pagam valor muito acima do mercado ao Verdão, mas avisa que o retorno tem sido grande

José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, admitiu em entrevista ao blog do jornalista Mauro Cézar Pereira, da ESPN, que paga ao Palmeiras um valor maior do que o necessário pelo patrocínio. Mas o empresário avisa que o faz por amor ao clube e que não se arrepende, até porque o retorno tem sido bom.

- Você conhecia a Crefisa antes de patrocinarmos o Palmeiras? E faço anúncios na (TV) Globo há anos. Mesmo assim muita gente só passou a conhecer mesmo a Crefisa depois que colocamos nossa marca na camisa do Palmeiras - disse.

- Vale muito a pena porque o retorno é ótimo. Você mesmo (jornalista) só gravou mesmo o nome da Crefisa depois que viu na camisa do Palmeiras, certo? E eu não sou um idiota, sei muito bem que estou pagando bem mais do que vale. Mas faço isso porque posso e quero. Da mesma maneira faço doações ao Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer) e reformei dois andares do Hospital das Clínicas. Quis ajudar depois do que passei. E quero ajudar o Palmeiras, onde coloco dinheiro. E não retiro.

José Roberto Lamacchia curou-se de um câncer antes de começar a aportar dinheiro no clube do coração, no início de 2015. Nesta entrevista, ele revelou que foi ignorado duas vezes ao tentar oferecer o patrocínio ao clube por telefone.

- Não conseguia falar com os dirigentes. Então fomos ao CT, lá um funcionário teve uma boa ideia e entrou em contato com o Francisco, do marketing. Quando falamos eu deixei claro que não tinha nada contra ele, mas que a conversa deveria ser de presidente para presidente. Fomos nos encontrar então com o Paulo Nobre, que estava na presidência, e acertamos por R$ 23 milhões anuais - revelou.

O valor foi crescendo progressivamente até tornar-se o maior patrocínio das Américas. Neste ano, serão pagos R$ 72 milhões pelo patrocínio master, além do aporte para as contratações de Guerra, Fabiano e Borja, e para a compra de mais 50% dos direitos de Dudu.









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