Donald Cerrone é rival sob medida para retorno de Conor McGregor ao UFC

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McGregor não vence o nocaute sobre Eddie Alvarez (Jeff Bottari/Zuffa LLC/Getty Images)
McGregor não vence o nocaute sobre Eddie Alvarez (Jeff Bottari/Zuffa LLC/Getty Images)

Sem saber o que é vitória há mais de três anos, Conor McGregor finalmente voltará ao octógono dia 18 de janeiro, pela luta principal do UFC 246 em Las Vegas, contra Donald Cerrone. Diante de uma lista interminável de atletas que passaram os últimos meses ou anos implorando por uma chance de enfrentar McGregor, “Cowboy” foi, pela ótica do UFC, a melhor alternativa.

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Pelo lado financeiro, apenas a presença de McGregor na jaula já é garantia de muitos lucros. Apesar da intensa lista de polêmicas em que se envolveu nos últimos tempos, o irlandês segue sendo um dos nomes mais populares da franquia. Com isso, o oponente pouco importa nessa equação. Porém, uma vitória de McGregor no início de 2020 retomaria sua carreira com força, gerando ainda mais lucros à empresa no curto e médio prazo.

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Cerrone está longe de ser um adversário fácil. Recordista de triunfos na história da franquia, o veterano de 36 anos detém, ainda, recordes de bônus pós-luta e interrupções por nocaute ou finalização. Dentre todos os nomes que pediram publicamente por McGregor, no entanto, “Cowboy” possui estilo de jogo mais favorável ao ex-campeão dos penas (66kg) e leves (70kg) do UFC.

Justin Gaethje e Rafael dos Anjos, que fizeram campanha por uma luta com McGregor, seriam adversários mais duros ao irlandês. Gaethje tem excelente wrestling, o grande calcanhar de Aquiles da estrela européia, mas não se furta a trocar golpes em pé. O ex-campeão do WSOF, aliás, atropelou Cerrone em setembro, ampliando para três a sua sequência de vitórias por nocaute no UFC.

Já dos Anjos, que teve uma lucrativa luta com McGregor cancelada em março de 2016, quando ainda era detentor do título até 70kg, se mudou de vez para a categoria meio médio (77kg) no ano seguinte. O niteroiense começou bem na divisão, mas alternou resultados ruins a partir de 2018. Vitorioso em apenas uma de suas últimas quatro aparições, ele enfrenta Michael Chiesa uma semana depois de McGregor x Cerrone.

Outros atletas levantaram suas mãos para requisitar a “dança" com McGregor em 2020. Charles “do Bronx”, por exemplo, tentou fazer barulho no recente UFC São Paulo, em novembro último, após nocautear Jared Gordon em segundos, mas tinha chances nulas de conseguir a oportunidade.

A escolha pela categoria até 77kg para o retorno de McGregor à ativa mostra, aliás, que ele já tem planos desenhados para o restante de 2020. Não é segredo que o irlandês visava um duelo contra o vencedor de Jorge Masvidal x Nate Diaz, e uma vitória sobre Cerrone em janeiro pode encaminhar a superluta.

Para o pupilo de John Kavanagh, estar ativo e focado pode representar, enfim, uma retomada da carreira gloriosa e distanciamento das confusões nas quais se envolveu no passado. Ele ainda terá que responder na justiça por alguma delas, mas vestir as luvas e treinar diariamente é tudo que McGregor precisa nesse momento. E o UFC agradece.

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