Donald Cerrone nega possível ‘corpo mole’ contra McGregor: “Prefiro lutar de graça”

O retorno de Conor McGregor aos octógonos está cercado de inúmeras dúvidas, principalmente dos fãs de MMA. Após mais de um ano sem competir, ‘Notorious’ volta à ativa diante de Donald Cerrone, mas já de olho em outros rivais como Khabib Nurmagomedov e Jorge Masvidal. E com esse cenário, alguns torcedores levantaram uma suspeita de que ‘Cowboy’ poderia estar sendo pago para facilitar as coisas contra o falastrão irlandês. No entanto, o veterano americano fez questão de dar fim aos rumores e garantir que não fará ‘corpo mole’ no dia 18 de janeiro, em Las Vegas (EUA), durante o UFC 246.

Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Cerrone destacou que tal postura não condiz com sua índole de atleta. O americano de 36 anos afirmou ainda que prefere lutar de graça do que receber para perder – além de ressaltar que este tipo de esquema não acontece no UFC. Apesar de vir de duas derrotas consecutivas, Cowboy deixou claro que será um desafio e tanto para Conor em seu retorno.

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“Não mesmo, não farei corpo mole. Tem um monte de m*** sendo dita por aí. As pessoas falam para mim: ‘Ouvi que você está sendo pago para facilitar’. Não há dinheiro nesse mundo que alguém me pague que faria eu facilitar algo. Nunca conseguiria me olhar no espelho se alguém me pagasse para isso. M***, nunca mesmo. Prefiro lutar de graça do que receber dinheiro para perder de propósito. Esse não sou eu. Vou me esforçar ao máximo, como faço em todas as lutas”, garantiu Donald, antes de falar sobre seu momento no Ultimate.

“Ainda sou número 4 ou 5, ou o que quer que seja. Não é como se tivesse tomado uma surra de alguns vagabundos que estão lá embaixo querendo entrar no ranking. Não sei onde estou agora exatamente, mas ainda estou no topo da lista, com certeza”, completou ‘Cowboy’.

Quanto ao seu adversário, Cerrone adotou uma postura respeitosa, mesmo diante do retrospecto negativo de McGregor. O irlandês não vence um combate oficial desde 2016, quando nocauteou Eddie Alvarez e se sagrou bicampeão do Ultimate – nos pesos-penas (66 kg) e pesos-leves (70 kg).

“Espero o melhor Conor que vocês já viram, de verdade. Ele tem tantas dúvidas e perguntas que precisa responder. Acho que ele está treinando mais do que duro por isso. Está vindo com tudo e acho que vem em sua melhor versão”, concluiu o americano.

Apesar do confronto entre os dois liderar um card numerado, a disputa não envolve nenhum cinturão. O confronto será travado na divisão dos meio-médios (77 kg).

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