Dólar fecha em R$ 5,84 e bate mais um recorde; casas de câmbio negociam moeda a R$ 6,40

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Foto: Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images
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O dólar fechou esta quinta-feira (7) com mais uma alta - a terceira consecutiva. Hoje a moeda norte-americana terminou o pregão com valor nominal de R$ 5,84 após chegar perto de R$ 5,90 durante o dia.

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O real foi, mais uma vez, a moeda mais desvalorizada do mundo na comparação com o dólar. A alta de 2,39% deixou confortavelmente para trás o recorde anterior, da véspera, de R$ 5,70.

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Já em casas de câmbio de São Paulo, o dólar em dinheiro vivo chegou a custar R$ 6,10, já considerado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), segundo uma apuração do UOL. Comprando com cartão pré-pago, a cotação chegava a R$ 6,40.

O que explica a forte desvalorização do real nesta quinta é o corte da taxa básica de juros do país, a Selic, definida em reunião do Banco Central na última quarta-feira (6) em 3% ao ano - um corte de 0,75 ponto percentual que pegou parte do mercado de surpresa, diante da expectativa de um corte mais leve.

"O dólar opera mais fraco no exterior hoje, mas aqui é diferente, porque, com a decisão do Copom, a tendência do dólar é ficar mais estressado", disse à Reuters Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, citando surpresa dos mercados após um corte acima das expectativas medianas.

Uma pesquisa feita pela Reuters com 26 economistas mostrou que todos esperavam redução de 0,50 ponto na última reunião do Copom.

Em nota, a XP Investimentos disse que, "no comunicado emitido logo após a reunião, o BC ressaltou a elevada incerteza do momento e afirmou que, no cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. No entanto, interpretamos que os argumentos expostos são majoritariamente 'dovish' (ou seja, reforçam o cenário de mais cortes de juros adiante)".

O BC afirmou em comunicado que uma nova redução não deve ser maior que a adotada na quarta-feira, de 0,75 ponto, indicando que a Selic não deve cair aquém do patamar de 2,25% ao ano.

Esta era a quinta sessão consecutiva de alta do dólar, que tem sido impulsionado pelo ambiente de juros baixos, além do clima político tenso após a saída de Sergio Moro do cargo de ministro da Justiça e à devastação econômica decorrente da pandemia de coronavírus.

No ano de 2020, a divisa norte-americana acumula ganhos de mais de 45% contra o real.

Com Reuters

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