Dois anos e meio após pedir demissão, Zé Ricardo deve encontrar ambiente diferente no Vasco

Felippe Rocha
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Ao que tudo indica, a oficialização de Zé Ricardo como novo treinador do Vasco é questão de tempo. Talvez, questão de horas. O treinador, então, voltaria para o clube do qual se demitiu com a turbulência política do início da gestão de Alexandre Campello de cenário. Mas o que mudou daquele momento para o atual? A resposta está na perspectiva de um melhor ambiente.

Foi há dois anos e meio. O momento da demissão foi exatamente a noite de 2 de junho de 2018, depois de uma derrota para o Botafogo, em São Januário. Ainda no vestiário, o treinador surpreendeu a todos. Só que não foi a primeira vez que ele ameaçou deixar a Colina Histórica.

Semanas antes, ele já sentia o desgaste dos problemas internos do clube e precisou ser demovido da ideia de sair. Campello e Fred Lopes, então vice-presidente de futebol, negociaram um reajuste salarial e uma ampliação nos poderes do treinador.

O trabalho seguiu, mas uma negociação frustrada tirou o treinador do sério. Após idas e vindas, o próprio Zé Ricardo afirmou que estava selada a contratação de Lucas Cândido e Marquinhos, do Atlético-MG, em troca por Evander. Dias depois, porém, o próprio Campello desistiu. Mais alguns dias e a derrota para o Botafogo se deu.

Eram atritos e mais atritos que respingavam no departamento de futebol, Zé Ricardo entendia que treinar fora de São Januário era importante. E isso se deu a partir de março daquele 2018, quando o clube assinou o contrato para treinar no CT do Almirante, em Vargem Pequena.

Confirmado o retorno do treinador neste final de 2020, ele vai trabalhar novamente na Zona Oeste, mas no novo CT do Almirante (que recebeu o mesmo nome que batizou o espaço anterior). O local foi inaugurado em setembro e será ampliado em breve.

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Zé Ricardo esteve no Vasco durante um dos períodos mais conturbados do nada tranquilo mandato que está terminando. Aliás, mesmo antes, durante o processo eleitoral de 2017, que só terminou em 2018. O Cruz-Maltino chegou a ter dúvida sobre ter passagens para viajar antes de um jogo da Copa Libertadores.

O Vasco atual treina longe de São Januário e a política promete viver dias menos turbulentos. Apesar do eterno fervilhar da política, Jorge Salgado será empossado como presidente na segunda quinzena de janeiro e deve ter amplo apoio interno. Ambiente de paz para o iminente treinador trabalhar, bem diferente do que havia na primeira passagem.