Do Femen à prisão pela Polícia Federal: Quem é Sara Winter, blogueira pró-Bolsonaro

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Antes feminista, Sara Winter passou a ser uma ativista contra o aborto e o feminismo (Foto: Carl de Souza/AFP via Getty Images)
Antes feminista, Sara Winter passou a ser uma ativista contra o aborto e o feminismo (Foto: Carl de Souza/AFP via Getty Images)

Sara Winter, presa nessa manhã pela Polícia Federal no inquérito que investiga atos antidemocráticos, nem sempre foi uma mulher de direita, que prezava por costumes conservadores. Conhecida como ativista bolsonarista, o início da vida política da blogueira foi no feminismo.

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O começo da militância de Sara Fernanda Giromini, nome de batismo da blogueira, começou quando tinha 19 e integrou o Femen, grupo feminista radical na Ucrânia, conhecido por usar o topless como ferramenta para lutar por direitos de minorias e defendia pautas como o aborto livre.

O ponto de virada para que Sara mudasse sua ideologia foi um aborto. O ano era 2015 quando ela decidiu mudar a militância de rumo. Sara se converter ao cristianismo e postou um vídeo na internet pedindo desculpas aos seguidores da nova religião. Além disso, passou a integrar um grupo chamado “pró-vida”, que é contra o aborto e se tornou uma “antifeminista”.  

O nome Sara Winter foi pego de uma mulher inglesa, Sarah Winter, que era espiã nazista.

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Sara Winter voltou a ser notícia quando, nas eleições de 2018, surfou na onda conservadora de Jair Bolsonaro e passou a fazer campanha para o então candidato. Em 2018, ela tentou se eleger ao cargo de deputada federal pelo Democratas do Rio de Janeiro, mesmo sendo paulista. No entanto, não conseguiu votos suficientes para o cargo.

Depois, no início do mandato de Bolsonaro, em fevereiro de 2019, Damares Alves decidiu nomear a blogueira para comandar a Secretaria Nacional da Mulher.

No site oficial de Sara Winter, ela conta que trabalhou exercendo a função de Coordenadora Nacional de Atenção Integral à Gestação e Maternidade no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Na pasta, ela descreve que desenvolvia “programas de governo para todo o mandato do Presidente da República do Brasil”. Ela ainda afirma que, até a prisão, era consultora particular do ministério comandado por Damares Alves.

Em 2020, ainda na esteira do bolsonarismo, a blogueira montou o acampamento “300 do Brasil”, um grupo de apoiadores do presidente que ficou acampada na Esplanada dos Ministérios. Os bolsonaristas ficaram no local até o último sábado, quando foram retirados pelo governo do Distrito Federal e, em seguida, tentaram invadir o Congresso Nacional.

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Sara Winter é investigada também pela Polícia Federal no inquérito das fake news. Ela e outros bolsonaristas já haviam sido alvo de mandados de busca e apreensão. Após a operação da Polícia Federal, no dia 27 de maio a blogueira fez um vídeo ameaçando diretamente Alexandre de Moraes e dizendo que o ministro do STF não teria mais paz.

Nesta segunda-feira, a líder do acampamento foi levada à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.


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