Djokovic resiste a rodada de surpresas e avança à 3ª fase na Austrália

Depois da eliminação de Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic sobreviveu nesta quinta-feira à segunda rodada do Aberto da Austrália, que derrubou alguns cabeças de chave como o norueguês Casper Ruud e a tunisiana Ons Jabeur, que tropeçaram em adversários de ranking inferior.

A sombra de uma nova surpresa pairou sobre a Rod Laver Arena quando o francês Enzo Couacoud, número 191 do mundo, venceu o segundo set contra Djokovic, que sentiu uma lesão na perna durante a partida.

Couacoud, de 27 anos, fez pontos brilhantes nesse set, como um lob defensivo seguido de uma direita fora do alcance do sérvio e um voleio poderoso depois de deslocar o adversário.

Com dores na cocha direita e incomodado com espectadores que, segundo ele, o perturbavam, 'Nole' acabou com as dúvidas e fechou os dois sets seguintes em apenas 70 minutos (6-1, 6-7 [5/7], 6-2, 6-0).

"Enzo merece crédito. Ele jogou um tênis realmente fantástico, especialmente no segundo set", disse o sérvio de 35 anos. "Mas consegui responder no terceiro set e especialmente no quarto", acrescentou.

Grande favorito ao título em seu retorno à Austrália depois da deportação do ano passado, a lesão coloca em xeque suas expectativas.

"Estou preocupado, não vou mentir (...) Vou levar dia a dia, jogo a jogo e veremos como será", disse 'Nole', cujo próximo adversário será o búlgaro Grigor Dimitrov (N. 28).

- Maldição da Netflix? -

O caminho de Djokovic ficou mais fácil, em tese, com a eliminação de vários favoritos em seu lado da chave, começando pelo número 3 do mundo, Casper Ruud.

Na mesma Rod Laver Arena, Ruud caiu para o americano Jenson Brooksby (N. 39) com parciais de por 6-3, 7-5, 6-7 (4/7), 6-2.

Longe do nível que o levou em 2022 às finais de Roland Garros e do US Open, o norueguês conseguiu salvar três match points e vencer o terceiro set, mas acabou sendo derrotado no quarto.

Com a eliminação de Ruud, restam dois jogadores na disputa com chances de assumir a liderança do ranking da ATP, atualmente nas mãos do espanhol Carlos Alcaraz (fora do torneio por lesão): Djokovic e o grego Stefanos Tsitsipas, que precisam conquistar o título para tanto.

A queda do norueguês não foi a única surpresa do dia. O americano Taylor Fritz (N.9) e o alemão Alexander Zverev (N.13), foram eliminados pelo australiano Alexei Popyrin (N. 113) e o americano Michael Mmoh (N.107), respectivamente.

Quem avançou de forma heroica foi o britânico Andy Murray (N. 66), que de novo passou por uma batalha de cinco sets (4-6, 6-7 [4/7], 7-6 [7/5], 6-3 e 7-5), desta vez contra o australiano Thanasi Kokkinakis (N.159).

O jogo durou de cinco horas e 45 minutos, o segundo mais longo da história do torneio, depois da vitória de Djokovic sobre Nadal na final de 2012.

O duelo acabou depois às 4h06 da manhã de sexta-feira em Melbourne, como o terceiro a terminar mais tarde na história do tênis, segundo a organização do Aberto da Austrália.

Entre as mulheres, a número 2 do mundo, a tunisiana Ons Jabeur, caiu para a tcheca Marketa Vondrousova (6-1, 5-7, 6-1), finalista de Roland Garros em 2019 e atualmente número 86 do ranking da WTA.

A jovem americana de origem ucraniana Katie Volynets (N. 113) tirou do torneio a russa Veronika Kudermetova (N. 9) e dedicou a vitória à sua família que ainda vive em Kiev.

Coincidência ou não, as eliminações de Ruud, Jabeur e Fritz alimentaram a chamada 'maldição da Netflix'. Dos dez tenistas que aparecem na nova série documental "Break Point" da plataforma, sete sofreram lesões ou eliminações precoces.

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