Djokovic não garante presença no US Open

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Novak Djokovic em quadra durante o Adria Tour, 13 de junho de 2020 em Belgrado
Novak Djokovic em quadra durante o Adria Tour, 13 de junho de 2020 em Belgrado

O sérvio Novak Djokovic, atual número 1 do mundo, ainda não tomou uma decisão sobre se disputará o US Open-2020, afirmou o tenista nesta quarta-feira em entrevista ao diário esportivo sérvio 'Sportski Zurnal'.

"Ainda não sei se vou jogar o US Open. Com certeza não jogarei em Washington e Cincinnati", declarou Djokovic.

O US Open está previsto para ser disputado de 31 de agosto a 13 de setembro.

Em 2 de julho, Djokovic anunciou que deu negativo em um teste de coronavírus, após ter contraído a doença durante um torneio que o próprio tenista organizou nos Bálcãs.

Djokovic voltou a treinar na terça-feira e anunciou que jogará a temporada de saibro.

"A participação em Roland Garros é certa. Madri e Roma também estão na minha agenda", informou.

O líder do ranking mundial classificou de "correto" o novo sistema de classificação que a ATP quer colocar em pratica a partir de agosto, data prevista para a retomada das competições após cerca de cinco meses de suspensão devido à pandemia do coronavírus.

Djokovic havia anunciado em 23 de junho ter dado um resultado positivo em um teste de detecção de coronavírus, assim como outros três tenistas que disputaram o Adria Tour, em meados de junho em Belgrado: o búlgaro Grigor Dimitrov (19º mundial), o croata Borna Coric (33º) e o sérvio Viktor Troicki (184º).

O croata Goran Ivanisevic, diretor de uma das etapas do Adria Tour e um dos técnico de Djokovic, também deu positivo.

Durante o Adria Tour, principalmente na etapa em Belgrado, as medidas de distanciamento social não foram respeitadas pelo público e pelos atletas.

Muito criticado por ter organizado a competição, Djokovic pediu desculpas e afirmou "lamentar profundamente" o ocorrido.

Mas, na entrevista para o 'Sportski Zurnal', o sérvio denunciou "uma espécie de caça às bruxas".

"Vejo muitas críticas. É evidente que tem algo mais por trás, como se houvesse uma agenda, que alguém precisa cair, uma personalidade importante dever ser o principal culpado por tudo", acusou.